CONVIDADOS

abigail Campos Leal se define como “uma cordilheira em fuga que movimenta suas criações artístico-existenciais entre as fronteiras da filosofia y poesia”. Possui Mestrado em Ética Aplicada pela UFF e, atualmente, cursa Doutorado em Filosofia pela PUC-SP. É uma das organizadoras do Slam Marginália, uma competição de poesias para pessoas trans. Recentemente, lançou seu primeiro livro, “escuiresendo: ontografias poéticas” (O Sexo da Palavra, 2020). Em julho de 2021, publica “ex/orbitâncias: os caminhos da deserção de gênero” (Glac Edições).

 

Adriana Lima, caiçara, é educadora popular, pesquisadora local, monitora ambiental e pedagoga. Integra diferentes movimentos comunitários: União dos Moradores da Jureia; Coordenação Nacional das Comunidades Tradicionais Caiçaras (Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná); Fórum dos Povos e Comunidades Tradicionais do Vale do Ribeira; CONFREM (Comissão Nacional para o Fortalecimento das Reservas Extrativistas e dos Povos Extrativistas Costeiros Marinhos); Rede de Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil; e Tecido Pindorama-Brasil (Feminismo Comunitário de Abya Yala).

 

Alessandra Devulsky é advogada, mestre em Direito Político e Econômico pelo Mackenzie e doutora em Direito Econômico e Financeiro pela USP. É co-fundadora e diretora jurídica do Instituto Luiz Gama, e foi eleita para o comitê executivo do organismo da cooperação internacional Alternatives, sediado em Montreal. É professora no Programa de Mestrado em Direito da Universidade do Québec, e diretora geral da Corporation de développement communautaire de Côte-des-Neiges, também no Canadá. Autora do livro “Colorismo” (Jandaíra, 2021), que integra a Coleção Feminismos Plurais.

 

Aline Rocha, escritora e chef de cozinha autodidata, é proprietária do restaurante e armazém rural Paladar Raíz, localizado no PETAR, em Iporanga. Cozinha por meio de alimentos que vêm da agricultura familiar e da floresta, em pratos autorais com elementos de plantas alimentícias não convencionais.

 

Amanda Keila da Silva, do Vale do Ribeira, é natural de Apiaí e criada em Iporanga. Formada em Ciências Biológicas, trabalha no IPBio – Instituto de Pesquisas da Biodiversidade na Mata Atlântica do Brasil (Reserva Betary). É membro da ABRISA (Associação de Moradores e Produtores Arraial do Santo Antonio do Bairro Ribeirão).

 

Amara Moira é travesti, feminista, doutora em Teoria e Crítica Literária pela Unicamp, com tese sobre as indeterminações de sentido no Ulysses de James Joyce, e autora do livro autobiográfico “E se eu fosse puta” (hoo editora, 2016). Além disso, ela é colunista da Mídia Ninja e professora de literatura do cursinho on-line pré-vestibular Descomplica.

 

Antonio de Lara Mendes é compositor, pesquisador, instrumentista, cantador e produtor cultural. Morador de Iguape, com intensa atuação no Vale do Ribeira, é um dos fundadores do grupo cultural multilinguagem Batucajé do Vale. Desenvolve produções musicais e manifestações populares como Fandango, Bandeira do Divino, Erguida de Mastro e Reiadas.

 

Aretha Sadick, multiartista carioca, manifesta-se como intérprete criadora de imagens na performance, na música e em tecnologias griots da palavra. Tem participado de debates e residências no Brasil e no exterior, abordando as possibilidades de transição das corporeidades negras. Em parceria com a plataforma “Explode!”, realiza a pesquisa “Vera Verão”, que resultou em oficinas de videoclipes e performances audiovisuais apresentadas no Videobrasil e no Sesc São Paulo.

 

Ariane Carvalho é formada em Ciências Ambientais pela Unifesp e teve como eixo de pesquisa os Processos Ecossistêmicos e a Restauração Florestal. Colaborou em projetos socioambientais na periferia de São Paulo e no interior paulista. Educadora no Sesc Registro, atua nas áreas de Educação para Sustentabilidade, Valorização Social, Acessibilidade e Diversidade Cultural, dialogando diretamente com as comunidades tradicionais e povos originários do Vale do Ribeira.

 

Augusto Bapt, cantor, compositor e produtor musical, faz parte da Banda Caixa Preta e já colaborou com a Banda Black Rio. Foi produtor musical do DVD infantil “Nana e Nilo e os Animais”. No Museu de Arte do Rio, ministrou curso de introdução à musicalização. Membro do Laboratório de Estudos Urbanos e Socioambientais (LEUS), publicou artigos sobre comunidades e saberes afro-periféricos.

 

Batalha do Beira-Rio acontece desde 2018 em Registro, no Vale do Ribeira. Na Cypher do Vale, participa Gabriel Guilherme BBR, paulistano do Grajaú e morador de Registro, MC, freestyleiro, produtor audiovisual e colaborador da Batalha.

 

Batalha do Oh Shit, criada em 2019, na cidade de Registro, no Vale do Ribeira, mobiliza diversos MCs da região. Na Cypher do Vale, participam os MCs Raab, Young Smith, VS e o criador da Batalha, Andryus.

 

Bel Santos Mayer é educadora social, coordenadora do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (IBEAC), co-gestora da Rede LiteraSampa, formadora de jovens mediadores de leitura e docente da pós-graduação Literatura para Crianças e Jovens do Instituto Vera Cruz. Recebeu o Prêmio IPL – Retratos da Leitura no Brasil 2018 e, em 2020, ganhou o Prêmio APCA, na categoria “Difusão de Literatura Brasileira”.

 

Bianca Santana é jornalista e doutora em Ciência da Informação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Autora de “Continuo preta: a vida de Sueli Carneiro” (Companhia das Letras, 2021) e “Quando me descobri negra” (SESI-SP, 2015).

 

Brisa Flow, artista marrona araucana criada no Brasil, é cantora, MC, compositora, produtora musical, performer e pesquisadora. Um dos proeminentes nomes da música indígena contemporânea, constrói sons a partir da vivência de seu corpo no mundo. Lançou os álbuns “Newen” (2016), “Selvagem como o vento” (2018) e o EP “Free Abya Yala” (2020). Já cantou em eventos como Burning Man, Imagine 2030, Afrolatinas, Brasis no Paiol e SIM São Paulo.

 

Cabês, MC e produtor musical, caminha pela estrada do Hip Hop há mais de 15 anos. Lançou os discos “Todo dia é assim” (2009), “Pra onde as pessoas vão” (2012), e os EPs “Revolução constante, evolução permanente” (2013) e “O tempo é agora” (2017). Já trabalhou com Rapadura, Dow Raiz, Max B.O, Bivolt, Altniss, Livia Cruz, Ravena Sete, Iky Castilho, Karol Conká, Contra Fluxo, Alienação Afrofuturista, Junior Klein, Hazec, Karol de Souza, entre outros.

 

Cacique Babau, da aldeia Serra do Padeiro (Terra Indígena Tupinambá de Olivença, sul da Bahia), é uma das maiores lideranças indígenas do Brasil, com atuação de destaque nacional e internacional na denúncia de violações de direitos indígenas. Está inserido no Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos. Recebeu a Comenda Dois de Julho (Assembleia Legislativa da Bahia), a Medalha Chico Mendes de Resistência e o título de Doutor Honoris Causa da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

 

Camila Santos, quilombola da Comunidade Maria Rosa, no Vale do Ribeira, é poetisa e trancista. Youtuber, utiliza seu canal Pretta Caah para falar sobre identidade, ancestralidade, empoderamento, diversidade e antirracismo.

 

Carla Akotirene é assistente social, mestra e doutoranda em Estudos Feministas pela UFBA. Autora dos livros “O que é interseccionalidade?” (Jandaíra, 2019), que integra a Coleção Feminismos Plurais, e “Ó paí, prezada! Racismo e sexismo tomando bonde nas penitenciárias femininas de Salvador” (Jandaíra, 2020). É colunista da Revista Vogue e idealizadora da Opará Saberes, primeiro curso de extensão voltado à capacitação de candidaturas negras ao mestrado e doutorado em universidades públicas.

 

Carla Takushi, de Registro (SP), é designer e criadora de conteúdo da página RegistroCity. Atua em projetos voltados para o Vale do Ribeira, como Casa do Ribeira, Festa do Sushi, Rota das Cavernas, produtos com a marca Dá Gosto Ser do Ribeira, entre outros.

 

Carlos Alberto Pereira Júnior, produtor e gestor cultural, é graduado em História, com especialização em História Cultural. Foi Secretário de Cultura de Iguape, Secretário de Cultura, Turismo e Economia Criativa de Registro e organizou o livro “Iguape, princesa do litoral” (Noovha América Editora, 2005). É fundador da Casa do Patrimônio do Vale do Ribeira e do núcleo “Caiçaras” da Comissão Paulista de Folclore. Atualmente, é articulador regional da FGV – SEBRAE no Vale do Ribeira.

 

Cia. Viela de Dança, de Registro, fundada em 2014, tem como base a pesquisa e a prática das danças urbanas. Sua linguagem, potencializada pelo universo da cultura Hip Hop, se funde com a biografia de seus integrantes, provenientes de regiões periféricas. Dirigida por Emerson Trankas, traz no elenco os bailarinos Danielle Karoline, Gabriel Albernaz e Karol Dennyn.

 

Cidinha da Silva é escritora e editora na Kuanza Produções. Publicou 19 livros que contam com 225,4 mil exemplares em circulação, entre eles “Um Exu em Nova York” (Prêmio Biblioteca Nacional, 2019) “Os nove pentes d’África” (PNLD Literário 2020) e “#Parem de nos matar!”. Tem publicações em alemão, catalão, espanhol, francês, inglês e italiano. É curadora do “Almanaque Exuzilhar” (YouTube) e conselheira da Casa Sueli Carneiro. É doutora em Difusão do Conhecimento.

 

Comunidade Jongo Tiduca, integrante da Rede Jongueira do Estado de São Paulo, faz parte da Associação Grupo Cultural Tiduca. Sua criação, em 2015, com a tradicional família Almeida, do bairro do Rocio, deu origem ao Dia Municipal do Jongo em Cananéia, instituído pela Lei n° 2.274/2017. Em 2018, a Comunidade foi anfitriã do IX Encontro Paulista de Jongueiros.

 

Confraria Pé no Palco, coletivo multilinguagem de artistas de Registro, foi fundado em 2016. Composto por Elaine Moura, Bruna Rosa, Fabio Tognin, Felipe Reys e Marili Corrêia, desenvolve um trabalho literomusical que bebe da poesia tanto em sua escrita quanto em suas performances.

 

Criolo é um MC, ator, cantor e compositor paulistano. Compõe desde os 11 anos de idade e é autor de versos fortes e críticas sociais expressivas. Indicado duas vezes ao Grammy Latino, ganhou destaque com seu álbum “Nó na orelha” (2011), e, desde então, tem viajado o Brasil e o mundo promovendo o encontro entre a cultura brasileira, o rap, a poesia e uma forma inclusiva de pensar o mundo.

 

Cristine Takuá, filósofa, educadora e artesã indígena, vive na aldeia do Rio Silveira. Em sua comunidade, é professora na Escola Estadual Indígena Txeru Ba’e Kua-I. É também fundadora e diretora do Instituto Maracá, representante do Núcleo de Educação Indígena da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e membro fundadora do Fórum de Articulação dos Professores Indígenas do Estado de São Paulo (FAPISP).

 

Cristino Wapichana é escritor, músico, compositor, cineasta e contador de histórias. Patrono da Cadeira 146 da Academia de Letras dos Professores da Cidade de São Paulo. É autor do livro “A boca da noite” (Zit, 2016), vencedor do Prêmio Jabuti, Prêmio FNLIJ, além da Estrela de Prata no Prêmio Peter Pan – IBBY Suécia 2017. Em 2019, por “O cão e o curumim” (Editora Melhoramentos, 2018), foi finalista do Prêmio Jabuti.

 

Daniel Munduruku é escritor Indígena com 52 livros publicados voltados para crianças, jovens e educadores. É graduado em Filosofia e doutor em Educação pela USP. Recebeu vários prêmios no Brasil e no exterior. Muitos de seus livros já foram agraciados com o Selo Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. É Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República.

 

Daniela Scopin é gestora e produtora cultural, pensadora e artista da cena. Atualmente é animadora cultural no Sesc Jundiaí, onde atua como Técnica de Referência em Diversidade Cultural e Dança.

 

Danilo de Santos Miranda é gestor cultural, com formação em Filosofia e Ciências Sociais, tendo realizado estudos complementares em Gestão Empresarial no International Institute for Management Development – IMD, na Suíça. Em reconhecimento por seu desempenho na área cultural, foi condecorado com o título de Comendador da Ordem Nacional do Mérito do Governo Francês, além de agraciado com a Grande Cruz do Governo Alemão e com a Ordem Nacional de Mérito da Coroa Belga. Organizador do livro “Ética e cultura”, entre outros. Diretor Regional do Sesc São Paulo.

 

Deborah Goldemberg é antropóloga e mestre em Estudos de Desenvolvimento, formada pela London School of Economics, no Reino Unido. Autora de “Valentia” (Editora Grua, 2012), romance finalista dos prêmios Jabuti e Machado de Assis; “Antônio descobre Veredas” (Editora Biruta, 2014); “Idílios” (Editora Riacho, 2019); e “Makunaimã: o mito através do tempo” (Editora Elefante, 2019), dramaturgia premiada pelo extinto MinC, em edital comemorativo da Semana de Arte Moderna de 1922, e lançada na FLIP 2019.

 

Deep Leaks, estúdio em São Carlos (SP), foi criado em 2018 pela dupla de produtores Juliano Parreira e Gustavo Koshikumo, integrantes das bandas ATR, Mandale Mecha e AQUAmono. Desde então, produziu e finalizou o primeiro EP da banda Psicorange e compôs a trilha musical do projeto de videodança “Corpo Lentes”. Além de duas parcerias com a cantora baiana Luiza Audaz, realizou também o EP “Mood” e o disco “Mundi”, da ATR; o EP “Check My Mono”, do duo de música eletrônica AQUAmono; e o primeiro disco do Mandale Mecha, “Ficken und Kiffen”, lançado pelo selo espanhol Raso.

 

Dimgs são os irmãos Augusto e Gustavo. Atuantes na área do graffiti desde 2012, já auxiliaram e coordenaram cursos e oficinas em ONGs, escolas, projetos itinerantes e instituições como Sesc, IFSP, Unisep, CEU e Senac. Moraram no Grajaú e, atualmente, residem na cidade de Registro.

 

Djuena Tikuna, da Aldeia Umariaçu II, foi a primeira indígena a protagonizar um espetáculo musical no Teatro Amazonas, em Manaus. Todas as suas composições estão em tikuna, nome do povo e da língua dos ameríndios que habitam a zona fronteiriça entre o Brasil, a Colômbia e o Perú. Seu primeiro álbum, “Tchautchiüãne” (2017), foi indicado ao Indigenous Music Awards, a maior premiação da música indígena mundial. Em 2019, lançou a obra “Wiyaegü”, livro-CD que conta a história do seu povo e traz canções sobre a cosmogonia Tikuna.

 

Eliana Alves Cruz é escritora e jornalista. Seu romance de estreia, “Água de barrela” (Malê, 2016), ganhou o Prêmio Oliveira Silveira 2015, da Fundação Cultural Palmares, e recebeu menção honrosa no Prêmio Thomas Skidmore 2018. Seu segundo romance, “O crime do cais do Valongo” (Malê, 2018), foi eleito um dos melhores do ano de 2018 pelos críticos do jornal O Globo e semifinalista do Prêmio Oceanos 2019, mesmo ano em que publicou seu primeiro livro infantil, “A copa frondosa da árvore” (Nandyala Livraria & Editora). Recentemente, lançou “Nada digo de ti, que em ti não veja” (Editora Pallas, 2020).

 

Estella Rosa, natural de Iporanga, no Vale do Ribeira, é poetisa e bailarina. Seus escritos, ainda não publicados, refletem sobre diversidade, política e direitos humanos.

 

Fabiano Maranhão é mestre em Educação e graduado em Educação Física pela UFSCar, com pesquisas em jogos e brincadeiras africanas e afro-brasileiras, corporeidade negra e educação das relações étnico-raciais. Integrou o Projeto “Brasil – África: Histórias cruzadas”, vinculado a UNESCO, MEC e UFSCar. Atualmente compõe a Gerência de Estudos e Programas Sociais do Sesc São Paulo, com ações voltadas à negritude em todo regional São Paulo.

 

Fabiano Muniz, dramaturgo e diretor artístico, é fundador do Grupo Caixa Preta de Teatro e da Associação Companhia das Artes, em Registro. Nos 25 anos de trabalho ininterrupto do grupo, dirigiu todos os seus espetáculos. Estudou direção teatral na SP Escola de Teatro e dirigiu peças em Cabo Verde e Angola. Criou e produziu a Oficina Livre de Criação Teatral, Abril Pra Cena Festival de Teatro e Espaço Grupo Caixa Preta, centro cultural do coletivo.

 

Fábio Casemiro é poeta, músico, professor de História e de Literatura. É especialista em História Cultural pela UNIMEP, mestre e doutor em Teoria Literária pela UNICAMP. Atualmente estuda as representações de natureza na literatura brasileira em seu trabalho de pesquisa de pós-doutorado junto ao curso de Letras da UNIFESP.

 

Fábio de Sá é poeta surdo, ator, narrador, professor de Libras na PUC-SP e no Centro de Educação para Surdos Rio Branco. Desenvolve pesquisa poética em Libras a partir do conceito Visual Vernacular, o qual já apresentou em países como França, Chile, Colômbia e Brasil (São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais).

 

Fábio Tognin, professor e coreógrafo de sapateado, é pós-graduado em Dança e Consciência Corporal (FMU) e em Estudos Contemporâneos da Dança (UFBA). Já participou de diversos festivais como dançarino, jurado, professor e coreógrafo. Pesquisador da cultura tradicional do Vale do Ribeira, é autor de monografia que investigou as características do Fandango Batido de Tamanco.

 

Farol, que acontece em parceria com o Sebo Itinerante “Esse Eu Li”, teve início em 2019, na cidade de Registro (SP). Em duas edições, o projeto, que combina feira e sarau, deu espaço para mais de 10 produtores independentes e contou com mais de 20 apresentações artísticas.

 

Felipe Ferrimann, ator, diretor, professor e artista visual, é graduado e pós-graduado em Artes Visuais pela UNIMES (Universidade Metropolitana de Santos) e pós-graduando em Neuroaprendizagem pela Universidade Cesumar. Desde 2011, é integrante do Grupo Evoé de Teatro, em Juquiá, no Vale do Ribeira. A última montagem do coletivo foi “Esta propriedade está condenada”, de Tennesse Williams, em 2018.

 

Fernanda Felisberto, doutora em Literatura Comparada pela UERJ, é professora de Literatura Brasileira na UFRRJ. Organizadora da antologia de contos “Terras de palavras” (Editora Pallas, 2004), pesquisadora da coleção “Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica” e coordenadora do Ciclo de Seminários “Mulheres Nas Artes: Conceição Evaristo”, promovido pela Escola do Olhar do Museu de Arte do Rio. Integrante do Conselho Editorial para a publicação dos manuscritos de Carolina Maria de Jesus.

 

Fernando Oliveira é consultor, educador e empreendedor social, com mais de 20 anos de experiência e atuação na região do Vale do Ribeira. Gestor do Ponto de Cultura Povos da Mata Atlântica, é licenciado e bacharel em Ciências Biológicas, mestre em Ecologia, especialista em Educação Ambiental e técnico em Guia de Turismo. Atualmente cursa o programa MBA de Gestão em Negócios Sociais.

 

Flavia Saad, MBA em Gestão de Marketing pela Esamc Santos, tem mais de 20 anos de carreira em jornalismo. Antes de fundar, com Ludmilla Rossi (Mkt Virtual), o Juicy Santos, plataforma referência em jornalismo independente na Baixada Santista desde 2011, trabalhou nas redações das editoras Abril e Símbolo e do Jornal A Tribuna.

 

Geni Núñez, ativista indígena guarani, é assistente da Comissão Guarani Yvyrupa. É graduada em Psicologia, mestre em Psicologia Social e doutoranda no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É autora do livro infantil “Jaxy Jatere: o saci é guarani” e uma das organizadoras da coletânea “Não monogamia LGBT+: pensamento e arte livres” (ApeKu, 2020).

 

Gil Azevedo, ou, como alguns conhecem, Gigigabytez, é artista trans não-binario, nascido e criado em Registro. Atua nas áreas de design gráfico, artes visuais, literatura, produção cultural e educação social. Sempre presente nos coletivos independentes da cidade, é idealizador do Farol, misto de feira com sarau cultural.

 

Giovana Neves, formada em Letras, é professora. Contista, cronista e poetisa, em 2015 foi finalista do V Concurso Nacional de Contos – Cidade de Lins, com o conto “O último funeral”. Em 2019, publicou “Penumbra”, conto de autoficção, no livro “Futuro e Memória – Escrevivências do Vale do Ribeira” (Editora Inteligência). Em 2021, lançou o livro “Dezcontos à vista e poemas com juros de amor” (Editora Inteligência), projeto contemplado pela Lei Aldir Blanc.

 

Giovanni Venturini é ator, dramaturgo, roteirista e poeta. Já foi dirigido por nomes como Clarisse Abujamra, Marcelo Romagnolli, Mira Haar, Yara de Novaes, entre outros. Participou dos longas-metragens “Veneza”, de Miguel Falabella, “Maior que o mundo”, de Beto Marques, e “A sogra perfeita”, de Cris D’Amato. Em 2015, compartilhou com o mundo sua poesia no livro “Anão ser” (Selo do Burro). Em seu espetáculo solo, que leva o mesmo título, reúne poesia, teatro e circo, somados às vivências e experiências pessoais do ator/autor.

 

Helder Thiago Maia, doutor em Literatura Comparada pela UFF (2018), faz estágio de Pós-Doutorado, com bolsa FAPESP, na USP. É pesquisador do grupo NuCuS (UFBA) e editor da Revista Periódicus (UFBA). Autor dos livros de crítica literária “O devir darkroom e a literatura hispano-americana” (2014) e “Cine[mão]: espaços e subjetividades darkroom”. É organizador dos livros “Os Serões do Convento” (2018), “Um homem gasto” (2019), “Amar, gozar, morrer” (2020), “Saturnino, porteiro dos frades bentos” (2021) e “Antologia LGBT” (2021).

 

Helena Vieira, pesquisadora, transfeminista e escritora, estudou Gestão de Políticas Públicas na USP. Foi colunista da Revista Fórum, contribuiu com Huffpost Brasil, Revista Galileu, Cadernos Globo, Revista Cult, Folha de S.Paulo, e prestou consultoria na novela “A Força do Querer”, da Rede Globo. É co-autora dos livros “História do movimento LGBT” (Alameda, 2018) e “Explosão feminista” (Companhia das Letras, 2018). Foi Assessora Parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará. Atualmente é Assessora para a Cultura da Diversidade na Escola Porto Iracema das Artes.

 

Hip Hop Rescue, criado em 2016, foi idealizado e construído nas oficinas de hip hop do Centro de Referência da Juventude de Miracatu, no Vale do Ribeira, pelo professor e coreógrafo Fernando Martins Batista. Além de Fernando, fazem parte do grupo as bailarinas Jheniffer Pires e Juliana Vitoria.

 

Irineu Nje’a é liderança espiritual indígena da etnia Terena do estado de São Paulo, na cidade de Bauru. É professor de História e especialista em Antropologia Cultural. Além de presidente e responsável pela ARACI Cultura Indígena, é representante paulista da Comissão Nacional Escolar Indígena (CNEEI/MEC).

 

Itamar Vieira Junior nasceu em Salvador (BA), em 1979. É geógrafo e doutor em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia. Seu romance “Torto arado”, publicado pela Todavia em 2019, venceu o Prêmio Leya, recebeu os prêmios Oceanos e Jabuti e está sendo traduzido para uma dezena de idiomas.

 

Izabelle Ferreira é atriz, com formação pela SP Escola de Teatro. Há nove anos no Grupo Caixa Preta de Teatro, em Registro, no Vale do Ribeira, atuou em diversos espetáculos e projetos da companhia, como “O despertar da primavera”, “Como se faz uma canção”, “Onde o vento faz a curva”, “Minha cidade Natal”, “O primeiro lugar é a pessoa” e “A Órfã o Rei”. Atualmente, está no elenco do infantil “Navegar”, em fase de produção pelo Grupo.

 

Jaider Esbell, do povo macuxi, é artista multimídia e curador independente. Desde 2010, suas pinturas e desenhos circulam por exposições individuais e coletivas em várias cidades do Brasil e no exterior. A partir de sua Galeria de Arte Indígena Contemporânea em Boa Vista (RR), articula diversas iniciativas junto a artistas indígenas da região circunroraimense, organizando atividades de arte-educação em comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e urbanas periféricas.

 

James N. Green é professor de História do Brasil na Brown University e um dos coordenadores nacionais da Rede nos Estados Unidos pela Democracia no Brasil. Foi presidente e diretor executivo da Associação de Estudos Brasileiros (BRASA), a maior associação internacional de acadêmicos que estudam o Brasil. É autor ou coorganizador de onze livros sobre gênero, homossexualidade, ditadura militar e história brasileira.

 

Janaina Leite, atriz, diretora e dramaturgista, é uma das fundadoras do premiado Grupo XIX de Teatro e doutoranda na Escola de Comunicação e Artes da USP. Em 2008, deu início a sua pesquisa sobre o documentário e o uso de material autobiográfico em cena, resultando em diversos espetáculos e no livro “Autoescrituras performativas: do diário à cena” (Editora Perspectiva). Em 2019, estreou o espetáculo “Stabat Mater”, ganhador do Prêmio Shell de Melhor Dramaturgia, finalista do Prêmio APCA e eleito melhor espetáculo do ano pelos críticos do Jornal do Estado e da Folha de S.Paulo.

 

Janelas e Beirais é um grupo de choro composto por jovens instrumentistas que, com características tradicionais, buscam inovar e explorar novas composições, sem deixar de lado a essência da música popular brasileira e a raiz dos grandes clássicos do choro.

 

Jéssica Balbino, jornalista e mestre em comunicação, é criadora e editora do Margens, projeto que difunde conteúdo sobre mulheres periféricas na escrita. Curadora de diversos eventos literários, podcaster, professora de cursos livres e autora dos livros “Hip-Hop – a cultura marginal”, “Traficando conhecimento” (2010) e “gasolina & fósforo – meu corpo em chamas” (no prelo).

 

Joice Ferreira, pesquisadora da culinária regional do Vale do Ribeira, é proprietária do Budista Gastrobar, espaço situado em Registro, às margens do Rio Ribeira, e que une poesia e gastronomia. Com textos de autoria de sua sócia, a jornalista e fotógrafa Sueli Correa, divulga o cardápio diário da casa, prática já característica do lugar.

 

José Victor Magalhães, ator-pesquisador, formou-se em atuação pela SP Escola de Teatro. Em 2017, orientou o projeto “Corpos em Evidência – Oficina de Iniciação Teatral”, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Registro. Com um grupo de estudos sobre teatro, realizou o projeto “Sobre Viver Enquanto Se Morre”, que continua em pesquisa.

 

Juicy Santos amplifica e valoriza as vozes, fatos e marcas potentes em Santos e região. Por meio da plataforma de conteúdo, dos produtos afetivos e ativações, o Juicy Santos reverbera o que acontece de melhor na Baixada Santista desde 2011. Fundado por Ludmilla Rossi e Flavia Saad, conta hoje com mais de 150 mil seguidores nas redes sociais.

 

Julie Dorrico é doutora em Teoria da Literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e autora da obra “Eu sou macuxi e outras histórias” (Caos e Letras, 2019). Pesquisadora e curadora de literatura indígena, idealizadora da página @leiamulheresindigenas no Instagram e do canal no YouTube Literatura Indígena Contemporânea.

 

Julio Cesar da Costa, poeta e declamador, natural de Miracatu, desde a década de 1980 desenvolve trabalhos com literatura no Vale do Ribeira. É um dos fundadores do grupo cultural multilinguagem Batucajé do Vale. Autor de “Cacos de mim” (Edicon, 1994), “Sortilégios e tesouros: poemas, causos e lendas do Vale do Ribeira” (Editora Inteligência, 2008), “Na ribeira da poesia” (Editora Inteligência, 2012) e “No balanço da maré” (Evoluir, 2015).

 

Júlio Cesar e Luciano representam a nova geração da cultura caipira e do sertanejo raiz de Iporanga. Com sua viola, os irmãos percorrem o Vale do Ribeira se apresentando em festivais e casas de shows.

 

Kaká Werá, de origem tapuia, tem oito livros publicados, como “A terra dos mil povos” (Peirópolis, 2020) e “O trovão e o vento” (Polar, 2016). Suas obras já foram traduzidas para os idiomas inglês, francês e alemão. Há 25 anos, ministra aulas abordando a cosmovisão tupi e as filosofias dos povos ancestrais na Universidade Internacional da Paz.

 

Karina Ferro Otsuka é mãe do Martim, educadora popular e artista visual. Nascida em São Paulo, hoje mora e vivencia o modo de vida caiçara com sua família no território tradicional do Rio Verde e Grajaúna, na Jureia, em Iguape. Faz parte da Associação dos Jovens da Jureia e do Movimento e Organização Social Feminismo Comunitário de Abya Yala. Publicou, em 2021, o livro infantil “Pia o pio, pia Martim”, que escreveu com seu companheiro, Edmilson de Lima Prado, inspirados no dia a dia com o pequeno Martim na comunidade.

 

Katiúscia Ribeiro, filósofa e professora, é mestra doutoranda em Filosofia Africana, coordenadora geral do Laboratório Geru Maã de Africologia e Estudos Ameríndios da UFRJ e CEO do Instituto Ajeum Filosófico. Ao lado de Janamô, é apresentadora do “Afrikafé com as pretas”.

 

Kiusam de Oliveira, mestre em Psicologia e doutora em Educação (USP), é escritora, bailarina, coreógrafa, artista multimídia e Iyalorixá. Ingressou no Movimento Negro Unificado em 1980, quando tinha 15 anos. Viaja por todo o Brasil formando educadores em assuntos focados nas relações étnico-raciais e práticas pedagógicas capazes de libertar pessoas dos preconceitos e práticas racistas. Por 13 anos, foi gestora pública na Secretaria de Educação de Diadema (SP). Recentemente, lançou o livro “O black power de Akin” (Editora de Cultura, 2020).

 

Lamparim é um duo formado por Guilherme Ribeiro e Gustavo Oliveira. Desde seu início, em 2014, se mantém ativo em saraus e eventos alternativos de Registro, no Vale do Ribeira. Misturando composições e harmonias, sua sonoridade transita pelo pop folk.

 

Leandrinha Du Art é midiativista, escritora, colunista NINJA, militante LGBT e PCD. Graduanda em Teologia e pesquisadora de Filosofia. Nos últimos anos, tornou-se referência nas pautas de sexualidade e gênero para pessoas com deficiência e LGBTs, conectando-se com o Brasil e o mundo.

 

LÉLA, cantora e compositora de Ilha Comprida, tem suas raízes na leveza do pop praiano e na MPB. Com sua sonoridade e seus versos autorais, tem conquistado seguidores por onde passa, consagrando-se como um dos mais relevantes nomes da nova geração da música do Vale do Ribeira.

 

Lino Arruda é doutor em Literatura (UFSC/University of Arizona), artista visual e quadrinista transmasculino. Além de ministrar workshops de contação de histórias e de produção de zines, organiza uma distribuidora de zines de autoria travesti/trans, por meio da qual publicou suas sete HQs LGBTTQI+. Sua graphic novel “Monstrans: experimentando horrormônios” (Itaú Rumos) será lançada em julho de 2021.

 

Literacura é um sarau realizado na cidade Registro (SP). Com o intuito de estimular a leitura e o apetite por literatura, rompe com bolhas e paredes, valorizando cada vivência, autoria e experiência que se propõe dele participar.

 

Lu Ain-Zaila, pedagoga, é escritora afrofuturista das obras “Duologia Brasil 2408 – (In)Verdades e (R)Evolução” (2016-2017), “Sankofia” (2018) e “Ìségún” (2019). Possui contos publicados em coletâneas, ministra atividades educativas e tem se dedicado a pesquisas que relacionam literatura negra, ficção especulativa e educação.

 

Lucilene dos Santos Rosa, quilombola Kalunga, é mulher negra, mãe e pós-graduada em História da Cultura Afro-Brasileira. Integrante do Fórum Goiano de Mulheres, do Grupo de Mulheres Negras Malunga e conselheira do Conselho Estadual da Mulher. Foi gerente de Comunidades Tradicionais e Projetos Intersetoriais no Governo do Estado de Goiás e coordenadora do Programa Parlamento Jovem na Câmara Municipal de Goiânia.

 

Luiz dos Passos é de Cajati, cidade do Vale do Ribeira. Jornalista, artista plástico, escritor e cordelista, tem livros publicados e desenvolve trabalhos com fantoches.

 

Luiz Ketu, quilombola da comunidade São Pedro, entre as cidades de Eldorado e Iporanga, no Vale do Ribeira, é graduado em Letras e Pedagogia e mestre em Educação. Ministra oficinas no Ponto de Cultura “Puxirão Bernardo Furquim” e auxilia na gestão territorial, por meio da Associação Quilombo São Pedro. É docente na Escola Estadual Maria Antonia Chules Princesa.

 

Mara Andrade, cantora de Barra do Turvo, é filha do violeiro Doan da Viola. Seu trabalho passa pela produção autoral e pela releitura de clássicos da música caipira.

 

Marcelino Freire, pernambucano radicado em São Paulo, é conhecido por suas obras, constantemente adaptadas para o teatro, e por sua atuação como professor de oficinas de criação literária. Escreveu os livros “Contos Negreiros” (Editora Record, 2005), “Nossos Ossos” (Editora Record, 2013) e “Bagageiro” (Editora José Olympio, 2018). Além de manter o blog “Ossos do Ofídio”, é criador e curador da Balada Literária, evento realizado desde 2006.

 

Marcelo França é cantor e compositor de Iguape. Com mais de 40 anos de vivência musical, possui dezenas de composições inspiradas nas belezas naturais do Vale do Ribeira. Recentemente, lançou seu primeiro disco autoral, “Tão homem, tão criança” (2021).

 

Marcos Machado é cantor, compositor e guitarrista. Do Vale do Ribeira, nasceu em Pariquera-Açu, cresceu em Cajati, mas escolheu Iguape para viver e se inspirar. Artista da noite há mais de 25 anos, já se apresentou nos Estados Unidos e em diversas cidades do Brasil.

 

Marcos Mendes, de Miracatu, é editor da Editora Inteligência, produtor cultural, agricultor familiar e fotógrafo. Diretor da entidade sindical SINTHORESS, coordenador de cultura do Instituto Roberto Rodrigues, Conselheiro de Cultura na cidade de Peruíbe e sócio proprietário do Espaço Cultural Nosso Lugar.

 

Mauricio Florez, artista colombiano formado em Dança pela Universidad de Antioquia, na Colômbia, desde 2012 reside em São Paulo, onde integra o núcleo artístico Key Zetta e Cia. Durante a pandemia, tem criado a série “Aqui Dentro”, um conjunto de vídeos artesanais feitos nos diferentes espaços da casa. Como artista independente, criou os solos “UM” e “Bolero”.

 

MC Café 2B, do Vale do Ribeira, atua como MC desde 2017. Começou como percussionista na Banda Municipal de Registro e, atualmente, desenvolve trabalho no funk, com influências do rap. Seus versos verbalizam a realidade da comunidade em que mora. Recentemente, lançou videoclipes para os singles “Foco no Foco” (2020), “GSR é o novo robô” (2021) e “RGT” (2021).

 

Naine Terena é pesquisadora, professora e arte-educadora. Realiza trabalhos na Oráculo Comunicação, Educação e Cultura. Como curadora, atua no “Paraskeué: podcast para vida” e atuou na exposição “Véxoa: Nós Sabemos”, da Pinacoteca de São Paulo, e no festival de arte indígena Rec Tyty. É uma das organizadoras do livro “Povos indígenas no Brasil: perspectivas no fortalecimento de lutas e combate ao preconceito por meio do audiovisual” (Brazil Publishing, 2018) e do recém-lançado “Tempos – coletânea de autores indígenas de Mato Grosso” (2021).

 

Nêgo Bispo é morador do Quilombo do Saco-Curtume, no Piauí. Poeta, escritor, professor, lavrador, ativista político e militante do movimento social quilombola e de direitos pelo uso da terra. Autor dos livros “Quilombos, modos e significados” (2007) e “Colonização, Quilombos: modos e significações” (2015). Professor na Universidade de Brasília e na Universidade Federal de Minas Gerais.

 

Netto Pio, natural de Iguape, é cantor e compositor. Em mais de 20 anos de estrada, lançou quatro discos autorais e circulou por mais de 15 países. Participou do Festival Brazil, em Tóquio, e do Brazilian Day, em Londres. Já dividiu palco com Jorge Vercillo, Elza Soares, Daniel Jobim, entre outros grandes nomes da MPB.

 

Nicole Calazans, nascida e criada no Vale do Ribeira, é escritora, dançarina, pintora e desenhista. Participante ativa de saraus e espetáculos de dança, atualmente se dedica à sua página de escritos no Instagram, “Asas Passageiras”.

 

Nilce de Pontes Pereira, liderança quilombola e defensora da agricultura familiar, é coordenadora da Associação Quilombola dos Bairros Ribeirão Grande/Terra Seca e membro da EAACONE (Equipe de Articulação e Assessoria às Comunidades Negras Rurais).

 

NMDZ, composto por Nosbre, Desmen, Nisvy e Deny, é um grupo de rap iguapense do bairro Rocio, no Vale do Ribeira. Criado em 2016, já se apresentou em diversos saraus e eventos culturais, como FLI e Iguape Verão. Seu nome surge da palavra Nasmasdaszas, que expressa um estado de gratidão.

 

Nodaal MC, cantor e compositor de Pariquera-Açu, desenvolve seu trabalho influenciado pela cultura hip hop. Desde quando iniciou sua carreira, há sete anos, transita pelo rap e pelo funk. Em 2018, lançou o álbum “Não é conselho, é visão”.

 

Os Filhos de Iporanga, quarteto de música sertaneja raiz, dedica-se à difusão da cultura caipira e da moda de viola. Criado com o intuito de homenagear a música “Filho de Iporanga”, do compositor local Benedito Rodrigues, o grupo é formado por Walter Claro da Silva, José Luiz da Silva, Gervasio Claro da Silva e Ismael Domingos do Nascimento.

 

Packaw, do Vale do Ribeira, tem 30 anos de trajetória na música e mais de 100 composições autorais. Abriu shows de Artur Moreira Lima, Zeca Baleiro, Alceu Valença, Sá e Guarabyra, entre outros. Em 1995, gravou “Estado Banal”, seu primeiro disco independente. Com a banda Packaw e a Nave, fez inúmeros shows em cidades da região. Em carreira solo, lançou os álbuns “Ilha do Cardoso” (2012) e “Amizade é Fundamental” (2019).

 

Paloma dos Santos, do Vale do Ribeira, é formada em Letras e trabalha como professora. Nos últimos 10 anos, tem se dedicado ao ensino médio e técnico na Escola Técnica de Registro.

 

Paula Pfeifer é criadora do movimento “#surdosqueouvem”. Cientista social e escritora, é uma surda que ouve por meio de dois ouvidos biônicos, e trabalha divulgando a diversidade da surdez.

 

Pedrinho Costa é lead trumpet da Orquestra Jovem Tom Jobim e da Big Band do Conservatório de Tatuí, trompetista do sexteto A Ponte e professor-fundador da PedrinhoEAD, escola de ensino à distância de trompete. No Conservatório de Tatuí, estuda com o professor Diego Garbin. Participou de eventos como Festival Internacional de Música da Serra, Festival de Música de Ourinhos e Jazz Trumpet Festival.

 

Preta Ferreira é multiartista. Formada em publicidade, consolidou sua carreira na produção cultural. É autora e intérprete do single e livro “Minha carne” (Boitempo, 2021). Na Ocupação 9 de Julho, organiza eventos culturais e socioeducativos, de pesquisas acadêmicas, laboratórios, oficinas, shows a ações de saúde e lazer.

 

Priscila Machado Nunes, animadora cultural no Sesc São Paulo, é graduada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e mestra em Estudos Internacionais pela Universidade de Barcelona (UB). Participou do Certificado em Estudos Afrolatinoamericanos do Instituto de Pesquisas Afrolatinamericanas da Harvard e da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo.

 

Priscila Oliveira, mestranda em Multimeios, é educadora em Tecnologias e Artes no Sesc Registro. Graduada em Ciências Sociais e Midialogia pela Unicamp, realizou estágio avançado de pesquisa na Universidade do Minho (Portugal). Além de orientadora de TCC no curso de Pedagogia da Univesp, atua na curadoria de festivais de cinema e desenvolve cursos relacionados a audiovisual, cibercultura, letramento digital e arte contemporânea.

 

Ramon Nunes Mello é poeta, escritor e ativista dos direitos humanos. Autor dos livros “Vinis mofados” (Língua Geral, 2009), “Poemas tirados de notícias de jornal” (Móbile, 2010/2011), “Há um mar no fundo de cada sonho” (Verso Brasil, 2016) e “A menina que queria ser árvore” (Quase oito, 2018). Organizou “Tente entender o que tente dizer: poesia + hiv / aids” (2018) e “Ney Matogrosso, Vira-Lata de Raça – memórias” (2018). Poeta convidado do Rio Occupation London no Battersea Arts Centre (Londres, 2012) e da Flip 2016.

 

Renata Tupinambá é jornalista, produtora, poeta e roteirista. É cofundadora da Rádio Yandê, primeira web rádio indígena do Brasil. Colaboradora do Visibilidade indígena e do Dubdem. Criadora do Podcast Originárias, primeiro no Brasil de entrevistas com artistas e músicos indígenas, que integra a central de Podcasts femininos PodSim. Atualmente trabalha também na produção de artistas e músicos indígenas na produtora indígena Originárias.

 

Renato Noguera, doutor em Filosofia pela UFRJ, é professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, pesquisador do Laboratório de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (LEAFRO) e do Laboratório Práxis Filosófica de Análise e Produção de Recursos Didáticos e Paradidáticos para o Ensino de Filosofia da UFRRJ. Autor e roteirista infantil da Coleção Nana & Nilo.

 

Reynaldo Damazio é editor, crítico literário e autor. Formado em Ciências Sociais pela USP. Foi coeditor do jornal Caderno de Leitura, da EdUSP; colaborador do “Guia da Folha”, da Folha de S.Paulo, e de revistas como “Cult”, “ARTE!Brasileiros” e “Entrelivros”. Autor de “Nu entre nuvens” (Ciência do Acidente), “Horas perplexas” (Editora 34), “Com os dentes na esquina e trilhas, notas & outras tramas” (Dobradura Editorial), “Crítica de trincheira: resenhas” (Giostri Editora), entre outros. É coordenador do Centro de Apoio ao Escritor do museu Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.

 

RegistroCity é um coletivo que cria e compartilha conteúdo bem-humorado sobre fatos e acontecimentos marcantes de Registro e do Vale do Ribeira. Abordando temas como valores locais, memórias, personalidades e atualidades, seu objetivo é entreter e criar uma comunidade que se comunica e se fortalece.

 

Rincon Sapiência é MC, produtor e empresário. Em 2017, lançou “Galanga Livre”, seu premiado álbum de estreia. Em 2018, criou seu próprio selo musical, MGoma, apostando em seu reconhecimento como um dos produtores musicais mais respeitados da cena. No ano seguinte, lançou “Mundo Manicongo: Dramas, Danças e Afroreps”, disco inteiramente produzido e dirigido pelo artista.

 

Roberta Estrela D’Alva é atriz-MC, diretora, pesquisadora e slammer. Membro fundadora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e do coletivo transdisciplinar Frente 3 de Fevereiro. Autora do livro “Teatro Hip-Hop, a performance poética do ator-MC” (Perspectiva, 2014). Juntamente com Tatiana Lohmman, dirigiu o documentário “SLAM- Voz de Levante”.

 

Roberto Gomes, de Registro (SP), é coreógrafo, intérprete-criador, educador e pesquisador em formação. Com ênfase em sapateado americano, sua experiência transita por diferentes linguagens artísticas. Atualmente dedica-se à pesquisa do Fandango Caiçara em comunidades tradicionais no Vale do Ribeira.

 

Rodolfo Vidal, natural de Cananéia (SP), convive, desde a infância, com mestres fandangueiros e tradições da cultura caiçara. Atualmente, além de trabalhar no projeto “Mapeando a viola caiçara”, apresenta seu show autoral “Viola Caiçara o som que vem da terra tem raiz” e compõe músicas que retratam a vida e o cotidiano do povo da sua terra.

 

Roger Cipó é educador, escritor e comunicador, com foco na criação de conteúdo para influência. Em 2020, foi reconhecido pela revista Wired como uma das 50 pessoas que transformaram a criatividade no Brasil. É colunista na Elástica (Editora Abril) e apresentador do programa “Preto à Porter” (UOL).

 

Sabrina Victória é rapper e poetisa de Juquiá (SP). Desenvolve seus ideais ativistas em forma de composições, versos e rimas, sempre pautando causas sociais e identitárias.

 

Sarau Feminino “Empodere-se Mulher” foi criado em 2017, com o objetivo de visibilizar mulheres artistas do Vale do Ribeira. Um projeto composto exclusivamente por vozes e corpos femininos que produzem arte e cultura na região.

 

Sofia Favero é psicóloga, doutoranda em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e integrante da Associação e Movimento Sergipano de Transexuais e Travestis.

 

Susy Shock, artista trans argentina, é atriz, escritora, compositora e cantora. Na música, lançou os álbuns “Buena Vida y Poca Vergüenza” (2014) e “Traviarca” (2019). Ministra workshops de escrita para pessoas travestis, trans e não-binárias. Faz parte da associação Futuro Trans, fundada por Marlene Wayar, e apresenta o programa semanal de rádio “La Cotorral, travas, disidentes”, na rádio Nacional Rock. É autora dos livros “Revuelo Sur” (2007), “Relatos en Canecalón” (2011), “Poemario Transpirado” (2011), “Crianzas” (2016), “Hojarascas” (2017) e “Realidades” (2020), todos ainda não traduzidos no Brasil.

 

Tatiana Nascimento, brasiliense, 40 anos, se define como “palavreira”: escritora, compositora, cantora, dramaturga e experimentalista em audiovisual. Editora de livros artesanais de autoria negra LGBTQI na padê editorial, tem nove livros autorais publicados. Criou e ministra a pioneira formação “privilégio branco É racismo”, que, em 54 turmas, de 2019 a 2021, chegou a mais de 3 mil pessoas. Idealizadora e cofundadora do Slam das Minas.

 

Telma Cunha, escritora cadeirante de São Francisco do Pará, acredita que escrever é sentir e abrir a gaveta é desnudar-se. Participou das antologias “Sete feminino de luas e marés” e “Um autor um poema”. É autora dos livros “Voo de borboleta”,  “Folhas soltas”, “Sob os lençóis de Eros”, “Pérola oculta” e “A cadeira mágica”.

 

Tom Farias é jornalista, escritor e crítico literário. Publicou 15 livros, entre biografias, romances e ensaios literários. Autor de “Carolina: uma biografia” (Malê, 2018). Escreve em O Globo, Folha de S.Paulo e revista 451. Tem seis prêmios literários.

 

Tulipa Ruiz é cantautora e ilustradora, vencedora do Grammy Latino. Como artista gráfica, desenha a capa de seus discos, livros infantis e publicações, como a edição brasileira do jornal Le Monde Diplomatique. É uma das sócias da Brocal, agência cultural que engloba editora, gravadora, produtora de shows e marca de vestuários e acessórios que tem a música como inspiração.

 

Vagner Amaro é bibliotecário, jornalista, editor e escritor. Mestre em Biblioteconomia pela UNIRIO e doutorando em Literatura, Cultura e Contemporaneidades pela PUC-Rio. Fundou, em 2015, a Editora Malê, para contribuir com a valorização da autoria negra no mercado editorial. Como ficcionista, estreou em 2018 com a publicação do volume de contos “Eles” (Malê), em que aborda questões contemporâneas vinculadas a identidades em trânsito e formação.

 

Valeska Zanello, psicóloga e filósofa, é doutora em Psicologia Clínica, professora do Departamento de Psicologia Clínica da UnB e coordenadora do grupo de pesquisa “Saúde mental e gênero” do CNPq.

 

Viviane Marinho Luiz é membra da Associação Quilombo Ivaporunduva, professora alfabetizada na escola do quilombo Ivaporunduva e articuladora do Coletivo Mulheres Quilombolas na Luta. Feminista, pedagoga, mestre e doutora em Educação, pesquisa a temática racial, com enfoque na relação entre África, Brasil e territórios quilombolas.

 

Wagner Montenegro é ator, produtor e cientista social formado pela UFPE. Iniciou os estudos e práticas no Teatro do Oprimido em 2004. Ministrou oficinas, cursos e palestras em instituições e universidades no Brasil, Estados Unidos e República Dominicana. Ao lado de Andréa Veruska, fundou o NEXTO (nextope.com). Nos últimos anos, tem experimentado a utilização do Teatro do Oprimido como dispositivo para a criação cinematográfica.

 

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