CONVIDADOS

Afonso Borges é gestor cultural, escritor e jornalista.  Criou, em 1986, o projeto “Sempre Um Papo” e, em 2012, o Fliaraxá (Festival Literário de Araxá), nos quais também é curador. É comentarista da Rádio BandNews Belo Horizonte, com o programa Mondolivro, e colunista no portal do jornal O Globo. Tem publicados seis livros, entre eles, o infantil “O Menino, o Assovio e a Encruzilhada” (SESI-SP Editora, 2016) e de contos, “Olhos de Carvão” (Record, 2017). É curador do Portal Mondolivro, onde reúne toda a sua produção intelectual e profissional.

Ailton Krenak nasceu na região do vale do Rio Doce, território do povo Krenak. É ativista do movimento socioambiental e de defesa dos direitos indígenas e um dos mais destacados líderes do movimento que surgiu durante o grande despertar dos povos indígenas no Brasil. Doutor honoris causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, é autor dos livros “Ideias para adiar o fim do mundo”, “O lugar que a terra descansa” e “O amanhã não está à venda”.

Allan da Rosa é escritor e angoleiro. Autor de ficção, teatro e ensaios sobre cultura, educação e política no Brasil e na diáspora dos povos africanos. Historiador, mestre e doutorando em Educação pela Universidade de São Paulo. Além de integrante do Movimento de Literatura das Periferias de São Paulo desde o princípio, foi editor do Selo Edições Toró, lançando livros e filmes de muitas autorias.

Aline Rochedo Pachamama, historiadora, escritora e ilustradora, pertence ao povo Puri, seguindo a herança vinda de sua mãe. É doutora em História Cultural pela UFRRJ e mestre em História Social pela UFF. Idealizadora da Pachamama Editora, editora formada por mulheres indígenas. Participante de movimentos dos povos originários, elabora e executa ações em prol da valorização e preservação de suas línguas, bem como divulgação de suas culturas, a partir da história oral de mulheres originárias.

Amara Moira é travesti, feminista, doutora em Teoria e Crítica Literária pela Unicamp, com tese sobre as indeterminações de sentido no Ulysses de James Joyce, e autora do livro autobiográfico “E se eu fosse puta” (hoo editora, 2016). Além disso, ela é colunista da Mídia Ninja e professora de literatura do cursinho on-line pré-vestibular Descomplica.

Ana Maria Gonçalves escreveu “Ao lado e à margem do que sentes por mim” e “Um defeito de cor” (Editora Record), ganhador do Prêmio Casa de las Américas (Cuba, 2007). Já publicou em Portugal, Itália e nos EUA, onde ministrou cursos e palestras sobre relações raciais e fez residência em universidades como Tulane, Stanford e Middlebury. Natural de Ibiá/MG, mora em São Paulo, onde escreve também para teatro, cinema e televisão.

Angela Fraga é diretora executiva da Fundação Casa de Jorge Amado desde 2016. Antes de assumir o cargo, exerceu por 20 anos a função de assessora da diretoria. Cumulativamente, é a coordenadora geral da Festa Literária Internacional do Pelourinho (FLIPELÔ). A primeira edição da Festa ocorreu no ano de 2017 e, desde então, o festival vem se consolidando como um dos mais relevantes do país.

Antonio de Lara Mendes é compositor, pesquisador, instrumentista, cantador e produtor cultural. Morador de Iguape, com intensa atuação no Vale do Ribeira, é um dos fundadores do grupo cultural multilinguagem Batucajé do Vale. Desenvolve produções musicais e manifestações populares como Fandango, Bandeira do Divino, Erguida de Mastro e Reiadas.

Aryani Marciano é poeta, cantautora, instrumentista, artista visual e arte educadora. Do Morro Doce, periferia de São Paulo, atravessa territórios participando de saraus, slams e shows. Enquanto cursava sua licenciatura em Artes Visuais, na USP, lutou por cotas raciais e sociais. Trabalhou em projetos como Pariá, OPÁ Negra, SempreViva, Coletiva Maria sem Vergonha e CIA do Despejo. Já participou das residências AfroTranscendence e Zona LAMM, da antologia Narrativas Pretas, e do EP “Un ponto encierra um conto”.

Batalha da Ilha 013 é um coletivo da Ilha Comprida, criado com o intuito de fomentar a cultura hip hop no Vale do Ribeira, dado o potencial do segmento na região. Desde 2019, foram realizadas duas edições de Batalha de Sangue e mais de cinco lives beneficentes, dedicadas à arrecadação de alimentos para famílias carentes locais.

Batucajé do Vale é composto por Antonio de Lara Mendes (voz, viola e violão), Julio Cesar da Costa (performance poética), Pedro Navalla (efeitos e percussão) e Rafael Gato (clarinete). Com trajetória de mais de 20 anos, o grupo conta, toca e canta o Vale do Ribeira, em performances e composições sobre as identidades e os territórios de seu povo.

Bianca Santana é jornalista e escritora. Doutora em Ciência da Informação, com uma tese sobre escrita e memória de mulheres negras, e mestra em Educação pela Universidade de São Paulo. Colunista das revistas Cult, Gama e ECOA-UOL. Pela Uneafro, colaborou com a articulação da Coalizão Negra Por Direitos. É autora de “Quando me descobri negra” e está escrevendo a biografia de Sueli Carneiro.

Bruna Rosa é cantora, produtora e atriz da cidade de Registro. Na música, influenciada pelo universo do soul e por grandes nomes da MPB, tem como inspiração Elis Regina, Oswaldo Montenegro, Renato Braz entre outros.

Carine Souza é estudante de Letras, técnica em Biblioteconomia, produtora cultural e idealizadora do Mulheres Negras na Biblioteca, projeto dedicado à promoção de atividades culturais que contribuam para a formação e aumento do público leitor de autoras negras, com o objetivo de tornar notável a importância da inclusão dessas obras nos acervos das bibliotecas.

Cidinha da Silva é escritora e editora na Kuanza Produções. Publicou 17 livros, distribuídos pelos gêneros crônica, conto, ensaio, dramaturgia e infantil/juvenil. Em 2019, recebeu o Prêmio da Biblioteca Nacional, pelo livro “Um Exu em Nova York”. Por “Explosão Feminista”, do qual é coautora, foi finalista do Prêmio Jabuti e vencedora do Prêmio Rio de Literatura. Tem publicações em alemão, catalão, espanhol, francês, inglês e italiano. É curadora e âncora do programa-web “Almanaque Exuzilhar”, no Youtube.

Coletivo Jovem de Iguape foi criado em 2016, como meio de amplificar vozes de uma juventude plural e inquieta de Iguape e região. Em constante diálogo e troca com diversos grupos culturais e instituições do Vale do Ribeira, propõe trabalhos e criações em rede de forma contínua. Desde 2017, o Coletivo, composto por mais de 20 pessoas, ocupa os saraus do FLI com poesia, música e corpos que expressam sua diversidade.

Companhia Viela de Danças Urbanas é dirigida por Emerson Trankas e composta por Danielle Karoline, Gabriel Albernaz, Jéssica Roberta, Karol Dennyn e Marlon Martins. Fundado em 2014, o coletivo tem como base a pesquisa e a prática das danças urbanas, com uma linguagem que expressa a biografia de seus integrantes, provenientes de regiões periféricas de Registro, no Vale do Ribeira, potencializada pelo universo da cultura hip hop.

Diane Padial, formada em Psicologia, trabalha há 25 anos na área de gestão de projetos socioeducativos e culturais. Articuladora cultural da Zona Sul de São Paulo, com foco na área da literatura, é membro e produtora do Sarau do Binho, projeto que deu origem a FELIZS (Feira Literária da Zona Sul), da qual é uma das idealizadoras. Criada em 2015, a feira tem como objetivo unir potenciais num único espaço, divulgando, valorizando e reconhecendo a grandiosidade de propostas que a periferia vem produzindo.

Deco Miracatu é artista plástico, ilustrador, quadrinista e professor de História. Participou da ilustração do livro “Educação Escolar Quilombola” (DPE-SP) e do recém-lançado “Roça é Vida” (ISA/IPHAN, 2020), no qual ilustrou o Sistema Agrícola das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira.

Edinho Santos é surdo e atua como pedagogo, ativista, bartender, produtor, ator e poeta. Produziu eventos como o Bloco VibraMão e as festas Vibração e Sencity. Como educador, fez parte da equipe do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), do Museu do Futebol e do Museu Afro Brasil.

Elizandra Souza, ativista cultural há 18 anos, é semeadora de literatura negra feminina. Escritora, jornalista, idealizadora do Coletivo Mjiba e integrante do Sarau das Pretas.  Autora dos livros “Punga” (2007), “Águas da Cabaça” (2012) e “Filha do Fogo” (2020). Coorganizadora dos livros “Pretextos de Mulheres Negras” (2013), “Terra Fértil”, de Jenyffer Nascimento (2014) e “Narrativas Pretas – antologia Sarau das Pretas” (2020).

Emicida é lucidez, música e poesia. Principal referência da sua geração no rap, o paulista rima porque tem uma missão e quer ser porta-voz de quem nunca foi ouvido. Desde o lançamento da clássica mixtape “Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida Até Que Eu Cheguei Longe”, foram EPs, álbuns, DVD ao vivo e a criação, ao lado do irmão, Evandro Fióti, de um dos hubs de entretenimento mais inspiradores do mercado: Laboratório Fantasma. Em 2019, momento em que a LAB completou 10 anos, lançou o projeto de estúdio e experimento social “AmarElo”, cujo álbum esteve nas principais listas de melhores discos do ano.

Esmeralda Ribeiro é jornalista, escritora e pesquisadora da literatura negra. Além de fazer parte dos coletivos Quilombhoje e Flores de Baobá, é uma das responsáveis pela edição da série Cadernos Negros. Em 1988, publicou o volume de contos “Malungos & Milongas”. Tem trabalhos publicados em antologias no Brasil e no exterior.

Fabiano Muniz, dramaturgo e diretor artístico, é fundador do Grupo Caixa Preta de Teatro e da Associação Companhia das Artes, em Registro, no Vale do Ribeira. Nos 25 anos de trabalho ininterrupto do grupo, dirigiu todos os seus espetáculos. Estudou direção teatral na SP Escola de Teatro e dirigiu peças em Cabo Verde e Angola. Criou e produziu a Oficina Livre de Criação Teatral, Abril Pra Cena Festival de Teatro e Espaço Grupo Caixa Preta, centro cultural do coletivo. Participou da implantação da MT Escola de Teatro, como membro da equipe de coordenação pedagógica em Cuiabá/MT.

Felipe Ferrimann, ator, diretor, professor e artista visual, é graduado em Artes Visuais e pós-graduando em Ensino em Artes Visuais pela UNIMES (Universidade Metropolitana de Santos). Desde 2011, é integrante do Grupo Evoé de Teatro, em Juquiá, no Vale do Ribeira. A última montagem do coletivo foi “Esta propriedade está condenada”, de Tennesse Williams, em 2018.

Fernando Oliveira é consultor, educador e empreendedor social, com mais de 20 anos de experiência e atuação na região do Vale do Ribeira. Gestor do Ponto de Cultura “Caiçaras”, é licenciado e bacharel em Ciências Biológicas, mestre em Ecologia, especialista em Educação Ambiental e técnico em Guia de Turismo. Atualmente, cursa o programa MBA de Gestão em Negócios Sociais.

Gabriela Gaia, professora da Faculdade de Arquitetura da UFBA, é arquiteta e urbanista formada pela UFES. Mestre e doutora pelo PPGPAU/FAUFBA, onde integra o Grupo de Pesquisa Lugar Comum (PPGAU/FAUFBA), no qual coordena o Grupo de Estudos Corpo, Discurso e Território. Seus trabalhos versam sobre as narrativas, histórias, memórias e epistemologias produzidas sobre a cidade e seus apagamentos, aproximando-os do debate étnico-racial e de gênero. É também integrante da Coletiva Terra Preta.

Georgette Fadel é diretora, formada pela Escola de Comunicações e Artes da USP, e atriz, pela Escola de Arte Dramática. Além de parcerias com coletivos como Mundana Companhia, Cia. Livre e Teatro Promíscuo, de Renato Borghi, trabalhou com a Cia. São Jorge de Variedades, Cia. do Latão, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, e, recentemente, com o coletivo Ultralíricos, de Felipe Hirsch. Durante anos, lecionou na Escola Livre de Teatro e no Estúdio Nova Dança.

Gerson Fontes é ator, diretor e arte educador em Teatro. Dirigiu e atuou em diversos espetáculos, com grupos e coletivos das cidades de Iguape, Limeira e São Paulo. Atuou nos filmes “O peixe está assando, estamos todos bem”, de Jacqueline Durans, e “O náutico”, de WillyHajli e Willian Kin. Atualmente, em Iguape, dirige a Cia. Ditirambo de Teatro. Fundada em 2016, dedicada à cultura popular, a companhia já montou “Auto da Barca do Inferno”, “Ubu Rei” e “Lembranças lá da Roça”.

Gilberto Gil é lenda viva da cultura brasileira. Com 72 álbuns lançados, nove Grammys e inúmeros clássicos, atravessa gerações com sua obra. Da Tropicália ao Ministério da Cultura, de “Louvação” a “OK OK OK”, suas múltiplas atividades vêm sendo reconhecidas por várias nações, que já o nomearam “Artista pela Paz”, pela UNESCO (1999), Embaixador da FAO, além de condecorações e prêmios diversos, como Légion d’Honneur da França, Sweden’s Polar Music Prize, entre outros.

Giovanni Venturini é ator, dramaturgo, roteirista e poeta. Já foi dirigido por nomes como Clarisse Abujamra, Marcelo Romagnolli, Mira Haar, Yara de Novaes, entre outros. Participou dos longas-metragens “Veneza”, de Miguel Falabella, “Maior que o mundo”, de Beto Marques, e “A sogra perfeita”, de Cris D’Amato. Em 2015, compartilhou com o mundo sua poesia no livro “Anão ser” (Selo do Burro). Em seu espetáculo solo, que leva o mesmo título, reúne poesia, teatro e circo, somados às vivências e experiências pessoais do ator/autor.

Gisele Corrêa Ferreira, formada em Relações Públicas e pós-graduada em Administração Geral, é fundadora da GSC Eventos Especiais. Em 2006, lançou o Flipoços (Festival Literário Internacional de Poços de Caldas) e a Feira Nacional do Livro, que acabam de completar 15 anos. Consolidado como um dos mais importantes festivais de literatura do Brasil, Flipoços tem como missão oportunizar acesso facilitado ao mundo dos livros e contato com os escritores, de forma gratuita.

Grupo Fandango do Prelado, do bairro Prelado, em Iguape, atravessa e forma gerações. É composto por Luis Adilson de Lima (viola e voz), Luis Romário de Lima (violão e voz), Luis Daniel de Lima (caixa), Carlos Raymundo (dança), José Carlos Pereira Raymundo (dança), Luis Gabriel Sardinha de Lima (dança), Cleuza Ribeiro de Lima (dança), Laudelina Pereira Raymundo (dança), Lucimar Ribeiro de Lima (dança) e Laíne Ribeiro de Lima (dança).

Herick Villeiro, há cinco anos no Grupo Caixa Preta de Teatro, em Registro, no Vale do Ribeira, é ator e assistente de produção da companhia. Atuou nos espetáculos “O primeiro lugar é a pessoa”, “Onde o vento faz a curva”, “Dentro do balde tem rio”, “Romeu e Julieta”, “Uma lição longe demais” e, atualmente, está na produção de “Navegar” e “Estapafúrdia”. Em 2018, o Grupo, que tem 25 anos de trabalho ininterrupto e 30 espetáculos produzidos, recebeu o Prêmio Governador do Estado.

Ih, Contei! é uma produtora fundada pelos contadores de histórias Leandro Pedro e Elton Pinheiro. A dupla desenvolve projetos nas áreas de arte, educação e difusão literária. Suas produções já passaram por mais de 50 cidades e eventos como Bienal do Livro Rio, Bienal de Cachoeiro de Itapemirim, Virada Sustentável, Viagem Literária, Mostra Sesc Primeiros Olhares e 7º FLI (Festival Literário de Iguape). Anualmente, realiza o mais importante festival de formas animadas do Rio de Janeiro, Anima Praça.

Izabelle Ferreira é atriz, com formação pela SP Escola de Teatro. Há nove anos no Grupo Caixa Preta de Teatro, em Registro, no Vale do Ribeira, atuou em diversos espetáculos e projetos da companhia, como “O despertar da primavera”, “Como se faz uma canção”, “Onde o vento faz a curva”, “Minha cidade Natal”, “O primeiro lugar é a pessoa” e “A Órfã o Rei”. Atualmente, está no elenco do infantil “Navegar”, em fase de produção pelo Grupo.

Jerá Guarani, liderança indígena da Terra Indígena Tenondé Porã, em São Paulo, é agricultora de sementes sagradas. Formada em Pedagogia pela USP, abandonou a carreira de docente para dedicar mais tempo ao trabalho com a terra. Em seis anos, conseguiu juntar e compartilhar mais de 50 variedades de batatas doce da cultura.

Juliane Sousa é formada em Letras pela Universidade Federal de São Paulo, produtora cultural, ambientalista, jornalista, apresentadora de rádio e televisão, roteirista, poeta e uma das responsáveis pelo Mulheres Negras na Biblioteca, projeto dedicado à promoção de atividades culturais que contribuam para a formação e aumento do público leitor de autoras negras, com o objetivo de tornar notável a importância da inclusão dessas obras nos acervos das bibliotecas.

Julio Cesar da Costa, poeta e declamador, natural de Miracatu, desde a década de 1980 desenvolve trabalhos com literatura no Vale do Ribeira. É um dos fundadores do grupo cultural multilinguagem Batucajé do Vale. Autor de “Cacos de mim” (Edicon, 1994), “Sortilégios e tesouros: poemas, causos e lendas do Vale do Ribeira” (Editora Inteligência, 2008), “Na ribeira da poesia” (Editora Inteligência, 2012) e “No balanço da maré” (Evoluir, 2015).

Julio Ludemir nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criado em Pernambuco. Tem nove livros publicados, a maioria dos quais ambientada em favelas cariocas. Foi finalista do Prêmio Jabuti 2008, com o livro “Rim por rim” (Record, 2008). É um dos roteiristas de “400 contra 1”, de Caco de Souza. É um dos criadores da Batalha do Passinho e da FLUP. A Festa Literária das Periferias tem como principal característica acontecer em favelas do Rio de Janeiro e ser precedida por um processo de formação, que já resultou na publicação de 21 livros com autores das favelas cariocas, revelando mais de 200 escritores.

Laura Bacellar trabalha em editoras desde 1983. Começou na Editora Paz e Terra, como estagiária, e já ocupou todas as funções editoriais, de produtora, na Hemus, a editora chefe, na Brasiliense. Fundou e dirigiu o primeiro selo editorial inteiramente dedicado à diversidade sexual e de gênero, Edições GLS, e teve sua própria editora, a Malagueta. Já foi editora em casas de diferentes tamanhos, como Mercuryo e Scipione. Lançou “Escreva seu livro – guia prático de edição e publicação” (Editora Mercuryo, 2001), cujo título dá nome ao seu site e canal do YouTube. Recentemente, publicou “Marketing para autores – técnicas simples para divulgar e vender seu livro” (2019), com Sidney Guerra.

Leonardo Silva nasceu na Terra Indígena Ibirama, em Santa Catarina. Trabalhou como professor e agente indígena de saúde. É cacique da Aldeia Toca do Bugio, na Terra Indígena Tekoa Jejyty, em Iguape, sendo uma das lideranças que vem lutando pelos direitos dos povos indígenas no Vale do Ribeira.

Lisângela Kati do Nascimento, autora de “O lugar do lugar no ensino de geografia”, investiga a relação entre ensino e identidade cultural de alunos quilombolas da região do Vale do Ribeira.

Luiz Ketu, quilombola da comunidade São Pedro, no Vale do Ribeira, é graduado em Letras e Pedagogia e mestre em Educação. Ministra oficinas no Ponto de Cultura “Puxirão Bernardo Furquim” e auxilia na gestão territorial, por meio da Associação Quilombo São Pedro. É docente na Escola Estadual Maria Antonia Chules Princesa

Magô Tonhon, consultora e pesquisadora de gênero e sexualidade, é mestra em Filosofia pela EACH/USP. De 2015 a 2017, atuou no planejamento e execução das duas primeiras edições da Conferência Internacional [SSEX BBOX] & Mix Brasil. De lá pra cá, é sócia da Pajubá – Diversidade em Rede e “a(R)tivista” no coletivo A Revolta da Lâmpada. Foi educadora comunitária na Casa da Pesquisa do Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS em São Paulo.

Marcelino Freire, pernambucano radicado em São Paulo, é conhecido por suas obras, constantemente adaptadas para o teatro, e por sua atuação como professor de oficinas de criação literária, além de produtor cultural. Escreveu, entre outros, “Contos Negreiros” (Editora Record, 2005), vencedor do Prêmio Jabuti; “Nossos Ossos” (Editora Record, 2013), ganhador do Prêmio Machado de Assis; e “Bagageiro” (Editora José Olympio, 2018), reunindo o que Marcelino chama de “ensaios de ficção”. Além de manter o blog “Ossos do Ofídio”, é criador e curador da Balada Literária, evento realizado desde 2006

Marcelo D’Salete é autor de histórias em quadrinhos, ilustrador e professor. Publicou “Noite Luz” (Via Lettera, 2008), “Cumbe” (Veneta, 2014), “Encruzilhada” (Veneta, 2016) e “Angola Janga – uma história de Palmares” (Veneta, 2017). Teve obras selecionadas no Plano Nacional do Livro Didático Literário 2018 e no Plano Nacional de Leitura de Portugal (LER+). Por “Angola Janga”, ganhou o Prêmio Grampo Ouro 2018, HQMIX 2018, Jabuti 2018 e o Rudolph Dirks Award 2019.

Márcia Cristina Américo é PhD, doutora e mestra em Educação, e graduada em Ciência com habilitação em Química, pela Universidade Metodista de Piracicaba. É feminista, pesquisadora, educadora social, ativista e articuladora do coletivo Mulheres Quilombolas na Luta do Vale do Ribeira, Aquilombada do Quilombo São Pedro, e membra da Associação de Remanescentes de Quilombo São Pedro. É autora dos livros “Roça é Vida” e “Práticas educativas coletivas na constituição da vida quilombola: história da comunidade tradicional de Ivaporunduva”.

Márcia Wayna Kambeba é do povo Omágua/Kambeba do Amazonas. Mestra em Geografia, poeta, escritora e compositora, tem um trabalho literomusical com contação de histórias, além de livros publicados em que escolas se apoiam para falar de cultura indígena. Desenvolve trabalhos dentro e fora do Brasil.

Maria Titi Rubio vive na Serra de Paranapiacaba. É educadora popular e ambiental, documentarista e fotógrafa. Coordena o projeto “Grupo do Mato – Etnoturismo”, junto a Associação das Comunidades Caboclas do Bairro Ribeirão dos Camargo e ao Núcleo de Apoio à Pesquisa sobre Populações Humanas em Áreas Úmidas Brasileiras, da USP. É educadora do Núcleo de Educação Popular desde 1985.

Mariana Belmont, jornalista nascida em Colônia, extremo sul da cidade de São Paulo, trabalha com mobilização social e comunicação para políticas públicas. Trabalhou como coordenadora de comunicação e articulação do Mosaico Bocaina de Áreas Protegidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Colaborou no Instituto Update, na Purpose Climate Lab e no “Projeto Ligue os Pontos Agricultura Urbana”. É membro da Rede de Jornalistas das Periferias e do Ocupa Política. Atualmente, faz parte da rede de Jovens Transformadores pela Democracia, da Ashoka Brasil, e colabora com o trabalho de advocacy da Uneafro Brasil. Escreve semanalmente para o Ecoa-UOL.

Marília Aguiar é musicista, arte educadora e ativista cultural. Em Iguape, fundou o Grupo de Cultura Popular Nossa Senhora do Rosário, dedicado à diversidade de ritmos brasileiros, como coco, embolada, baião, xaxado e maracatu. Atualmente, além de professora de dança na ONG Crescer para o Futuro, em Ilha Comprida, dedica-se ao estudo do Fandango.

Meimei Bastos, mestranda em Saberes e Culturas pela UnB, é escritora, poeta, educadora, produtora cultural, atriz e coordenadora do Slam Q’BRADA. Representou o Distrito Federal em diversos campeonatos nacionais de poesia falada, como Slam BR, Slam BNDES e Slam da FLUP. Como autora e poeta, participou da Flip, da Bienal Brasil do Livro e da Literatura, da FILVEN (Feria Internacional del Libro de Venezuela), entre outros eventos literários. Seu primeiro livro, “Um verso e mei” (Editora Malê, 2017), está em diversas escolas públicas do Distrito Federal e do Mato Grosso do Sul, pelo projeto “Mulheres Inspiradoras”. Atualmente, é coordenadora do espaço cultural ‘CARACAS, véi’.

Mel Duarte é escritora, poeta, slammer e produtora cultural. Integra a coletiva Slam das Minas SP. Publicou os livros “Fragmentos dispersos” (2013), “Negra nua crua” (editora Ijumaa, 2016) e “Querem nos calar: poemas para serem lidos em voz alta” (Editora Planeta, 2019). Em 2016, foi a primeira mulher a vencer o Rio Poetry Slam. No ano seguinte, foi convidada a representar a literatura brasileira no Festilab Taag, em Luanda, na Angola. Em 2019, foi a primeira poeta negra brasileira a lançar um disco de poesia falada, “Mormaço – entre outras formas de calor”.

Mulheres Negras na Biblioteca é um projeto de incentivo à leitura de obras de escritoras negras, idealizado e organizado por profissionais de Biblioteconomia e Letras. Dedica-se à promoção de atividades culturais que contribuam para a formação e aumento do público leitor de autoras negras, com o objetivo de tornar notável a importância da inclusão dessas obras nos acervos das bibliotecas. Destinado a leitores e não leitores de autoras negras, o Clube de Leitura MNB já passou por bibliotecas públicas, unidades do Sesc e Fábricas de Cultura.

Netto Pio, natural de Iguape, é cantor e compositor. Em mais de 20 anos de estrada, lançou três discos autorais e circulou por mais de 15 Países. Participou do Festival Brazil, em Tóquio, e do Brazilian Day, em Londres. Já dividiu palco com Jorge Vercillo, Elza Soares, Daniel Jobim, entre outros nomes da MPB.

Nilce de Pontes Pereira, liderança quilombola e defensora da agricultura familiar, é coordenadora da Associação Quilombola dos Bairros Ribeirão Grande/Terra Seca e membro da EAACONE (Equipe de Articulação e Assessoria às Comunidades Negras Rurais).

Packaw, natural do Vale do Ribeira, tem 30 anos de trajetória na música e mais de 100 composições autorais. Abriu shows de Artur Moreira Lima, Zeca Baleiro, Alceu Valença, Sá e Guarabira, entre outros. Em 1995, gravou “Estado Banal”, seu primeiro disco independente. Com a banda Packaw e a Nave, fez inúmeros shows em cidades da região. Em carreira solo, lançou os álbuns “Ilha do Cardoso” (2012) e “Amizade é Fundamental” (2019), mesclando samba, baião, ijexá e rock.

Parapoty Cléo Tekoa Itapuã, guarani, nasceu na aldeia Porto Lindo, em Japorã/MS. Atualmente, reside na aldeia Itapuã, em Iguape, onde atua como professora e Presidenta do Conselho de Saúde Indígena do Vale do Ribeira.

Paulo Cesar Franco, caiçara natural de Iguape, é mestre e doutorando em Educação pela Unicamp. É professor de Filosofia da rede pública estadual de ensino, integrante a Associação dos Jovens da Jureia e pesquisador da cultura caiçara.

Preta Rara é rapper, historiadora e escritora. Há cinco anos, lançou o álbum “Audácia”. No Facebook, criou a página “Eu, Empregada Doméstica”, hoje com mais de 160 mil seguidores. Em 2017, estreou a websérie “Nossa Voz Ecoa”, que aborda cultura e estética negra, racismo, machismo, gordofobia e hip hop. Já participaram Djamila Ribeiro, Criolo, MC Soffia e Liniker. Recentemente, publicou seu primeiro livro, “Eu, Empregada Doméstica – a senzala moderna é o quartinho da empregada” (Letramento, 2019).

Priscila Prado, além de diretora de produção da Bem Feito Produções, é integrante do Núcleo de Programação e Produção da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto e produtora da Feira Internacional do Livro (FIL). Realizada já 19 anos, a Feira já abrigou 5,9 milhões de pessoas, com uma média de 340 atividades oferecidas a cada ano, recebendo cerca de 3 mil escritores e 15 mil estudantes.

Raull Santiago, cria da favela do Complexo do Alemão, é fundador e integrante dos coletivos Papo Reto, Movimentos e PerifaConnection. Faz parte da Assembleia de Membros da Anistia Internacional do Brasil e da rede global de Defensores e Defensoras de Direitos Humanos (Front line Defenders). É um dos idealizadores do “Intercâmbios Latinos”, projeto que conecta jornalistas independentes do Brasil com a América Latina. Atualmente, integra o Gabinete de Crise do Complexo do Alemão para ajuda humanitária diante da pandemia coronavírus.

Renan Inquérito utiliza a música e a literatura como ferramenta de transformação e interferência social. Rapper, compositor, mestre em geografia e poesia, Doutor em Educação Ostentação, escreveu os livros “#Poucas Palavras” (2011) e “Poesia Pra Encher a Laje” (2016). Além dos palcos, percorre escolas e unidades da Fundação CASA, realizando saraus, shows, debates e oficinas. Universidades, presídios e bibliotecas são territórios comuns para sua arte, suas letras já foram temas de vestibulares e são frequentemente utilizadas em aulas e livros didáticos, provando a afinidade do rap com a poesia e a literatura.

Reynaldo Damazio é editor, crítico literário e autor. Formado em Ciências Sociais pela USP. Foi coeditor do jornal Caderno de Leitura, da EdUSP; colaborador do “Guia da Folha”, da Folha de S.Paulo, e de revistas como “Cult”, “ARTE!Brasileiros” e “Entrelivros”. Autor “Nu entre nuvens” (Ciência do Acidente), “Horas perplexas” (Editora 34), “Com os dentes na esquina e trilhas, notas & outras tramas” (Dobradura Editorial), “Crítica de trincheira: resenhas” (Giostri Editora), entre outros. É coordenador do Centro de Apoio ao Escritor do museu Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.

Roberta Estrela D’Alva é atriz-MC, diretora, pesquisadora e slammer. Membro fundadora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e do coletivo transdisciplinar Frente 3 de Fevereiro. Autora do livro “Teatro Hip-Hop, a performance poética do ator-MC” (Perspectiva, 2014). Juntamente com Tatiana Lohmman, dirigiu o documentário “SLAM- Voz de Levante”.

Roni Márcia Morais, atriz, arte educadora e produtora, é fundadora do registrense Vice-Versa Grupo de Teatro. Criado em 2013, em Registro, o grupo pesquisa teatro popular e coordena oficinas de iniciação teatral nas cidades de Registro, Cajati e Sete Barras, no Vale do Ribeira. Atualmente, no repertório do coletivo, estão os espetáculos “Maria Peregrina” e “Enigma de Chico de Assis”.

Samuel Cabral é ator, figurinista e diretor de arte. Foi um dos idealizadores da Mostra de Arte ARTIBUS. Desde 2012, atua no Grupo Evoé de Teatro, em Juquiá, no Vale do Ribeira. A última montagem do coletivo foi “Esta propriedade está condenada”, de Tennesse Williams, em 2018.

Siba é um dos principais mestres da nova geração do maracatu e dos cirandeiros. Foi membro da banda Mestre Ambrósio, onde desenvolveu um estilo musical inovador e singular. Em 2002, o recifense formou o grupo Fuloresta, composto por músicos tradicionais de Nazaré da Mata. Juntos, lançaram os álbuns “Fuloresta do Samba”, “Toda vez que eu dou um passo / O mundo sai do lugar” e um CD e DVD ao vivo. Em 2012, Siba gravou seu primeiro disco solo, “Avante”, sucedido por “De Baile Solto”. Recentemente, lançou “Coruja Muda”.

Silvia Gomez é jornalista, dramaturga, roteirista e dá aulas de dramaturgia desde 2017. Tem peças traduzidas para o espanhol, francês, sueco, alemão, inglês, italiano e mandarim. Em 2015, seu texto “Mantenha fora do alcance do bebê” venceu os prêmios APCA e Aplauso Brasil de Melhor Dramaturgia. Em 2019, “Neste mundo louco, nesta noite brilhante” foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro.

Slam do Corpo é a 1ª batalha de poesias no Brasil com participação de poetas surdos e ouvintes. Em 2014, o grupo Corposinalizante, formado por surdos e ouvintes interessados em libras, criou o Slam do Corpo, em parceria com o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e o poeta Daniel Minchoni. O Slam, composto por Cauê Gouveia, Cibele Lucena, Érika Mota, Joana Zatz Mussi, Leonardo Castilho e Rafael Moretti, experimenta performances poéticas, numa composição entre a língua portuguesa e a língua brasileira de sinais.

Tiganá Santana é compositor, cantor, instrumentista, poeta, produtor musical, diretor artístico, curador, pesquisador, professor e tradutor. Lançou os álbuns “Milagres” (2020), “Vida-Código” (2020), “Tempo & Magma” (2015), “The Invention of Color” (2013) e “Maçalê” (2009), primeiro disco brasileiro com composições autorais em línguas africanas. Foi produtor artístico-musical dos dois últimos discos de Virgínia Rodrigues, publicou o livro de poemas “O oco-transbordo” (Rubra Cartoneira, 2013) e fez a curadoria da maior exposição já realizada sobre a compositora carioca D. Ivone Lara. Foi eleito um dos dez músicos fundamentais da música atual brasileira pela revista inglesa Songlines.

Viviane Marinho Luiz, do quilombo Ivaporunduva, é feminista, professora, pedagoga, doutora e mestre em Educação, e articuladora do coletivo Mulheres Quilombolas na Luta do Vale do Ribeira. Pesquisa a temática racial com enfoque na relação África, Brasil e territórios quilombolas. É autora de diversos artigos e dos livros “O quilombo Ivaporunduva e o enunciado das gerações” e “Roça é Vida”, obra proposta pelo Grupo de Trabalho da Roça, composto por agricultores familiares de comunidades quilombolas do Vale do Ribeira.

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