CONVIDADOS

Antonio Filogenio de Paula Junior é membro do grupo de batuque de umbigada, tradição cultural de matriz bantu que ocorre na região do médio Tietê, no interior do estado de São Paulo. Percussionista, professor e pesquisador. Graduado e pós-graduado em Filosofia, mestre e doutor em Educação. É diretor de Educação e Cultura na empresa Casa de Batuqueiro Produções.

Batucajé do Vale é composto por Antonio de Lara Mendes (voz, viola e violão), Julio Cesar da Costa (performance poética), Pedro Navalla (efeitos e percussão) e Rafael Gato (clarinete). Com trajetória de mais de 20 anos, o grupo conta, toca e canta o Vale do Ribeira, em performances e composições sobre as identidades e os territórios de seu povo.

Bruno Garibaldi é artista audiovisual, músico e educador. Tem colaborado em projetos junto ao British Council e Oak Foundation. Participou de exposições e festivais como Buenos Aires Web Fest, na Argentina; Roma Cinema Doc, na Itália; e “Osso”, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Sua pesquisa investiga como dispositivos narrativos podem provocar experiências de deslocamento, trocas e engajamento em outras formas de convívio.

Camila Marujo atua na área de eventos há 12 anos. Especializou-se em Gestão Cultural pelo Centro de Estudos Latino-Americano sobre Cultura e Comunicação (ECA/USP) e, recentemente, em Gestão Pública pela UNIFESP. Atualmente, é Diretora Presidente da Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba (FUNDART), onde também foi Diretora Cultural, de 2017 a 2019, e Gerente de Projetos Culturais, de 2013 a 2016.

Carlos Alberto Pereira Júnior, produtor e gestor cultural, é graduado em História, com especialização em História Cultural. Foi Secretário de Cultura de Iguape, organizou o livro “Iguape, Princesa do Litoral” (Noovha América Editora, 2005) e coordenou o processo de tombamento do município. É fundador da Casa do Patrimônio do Vale do Ribeira e do núcleo “Caiçaras” da Comissão Paulista de Folclore. Atualmente, além de Secretário de Cultura, Turismo e Economia Criativa de Registro, é também representante regional do Polo de Museus do Vale do Ribeira (SISEM).

Catharina Apolinário é caiçara, nascida em Santos, de família de São Sebastião e Ilhabela. Pós-graduada em Controle e Gestão Ambiental, busca salvaguardar as comunidades tradicionais caiçaras. Foi Coordenadora de Economia Criativa na Secretaria Municipal de Cultura de Santos. É jornalista, produtora cultural e idealizadora de projetos como a Semana da Cultura Caiçara de Santos e o projeto “Pixerum: intercâmbio entre comunidades caiçaras”. Atualmente, é diretora-fundadora da Oquá Comunicação, Turismo e Cultura.

Eliane Potiguara, escritora, poeta e professora, é formada em Letras e Educação, com especialização em Educação Ambiental pela Universidade Federal de Ouro Preto. Fundou, em 1988, a primeira organização de mulheres indígenas, a rede GRUMIN (Grupo Mulher – Educação Indígena). Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU, em Genebra. Foi indicada, em 2005, ao projeto internacional “Mil Mulheres ao Prêmio Nobel da Paz”. Em 2014, recebeu o título de Cavaleiro da Ordem do Mérito Cultural do Governo Federal. É Embaixadora da Paz pelo Círculo dos Embaixadores com sede na França e Suíça. Em 2019, lançou a terceira edição de um de seus principais livros, “Metade Cara, Metade Máscara” (Global Editora, 2004).

Fabíola Mirella e Sérgio Penna são violeiros, cantores, compositores e professores de viola caipira. Criada há seis anos, a dupla lançou seu primeiro álbum em 2016. O disco “Estrada de Terra” traz composições próprias e uma regravação da música “Aquarela”, de Toquinho e Vinicius de Moraes, com arranjos para viola caipira. Em 2018, participaram do álbum “Viola Paulista”, produzido pelo Selo Sesc e dirigido por Ivan Vilela.

Graciela Guarani, pertencente à nação Guarani Kaiowá, é produtora cultural, comunicadora, cineasta, curadora de cinema e formadora em audiovisual. Uma das mulheres indígenas pioneiras no audiovisual brasileiro, já dirigiu e roteirizou seis curtas-metragens e foi codiretora do longa “My Blood is Red” (Needs Must Film, 2019). Foi formadora no curso “Mulheres Indígenas e Novas Mídias Sociais”, pela ONU Mulheres e Tribunal de Justiça de MS; cineasta facilitadora na oficina “Ocupar a Terra, Ocupar a Tela”, pelo IMS e Museu do Índio; e debatedora na conversa sobre mulheres na mídia e no cinema, na 70ª Berlin International Film Festival.

Grupo Fandango Caiçara Ubatuba foi criado há cerca de 20 anos. Em sua formação, estão jovens aprendizes e os mais antigos mestres tocadores da região de Ubatuba, Vale do Paraíba, portadores de um vasto conhecimento relacionado à musicalidade caiçara. Com suas violas, rabecas, pandeiros e caixa, por meio de causos e histórias em forma de música, difundem essa tradição.

Grupo Manema surgiu da união de seis jovens fandangueiros, naturais de Iguape e Peruíbe, que tocavam juntos em bailes de fandango caiçara da região. Desde 2007, o coletivo composto por Cleiton do Prado, Mauricio de Lima Alves, Gabriel Prado de Souza, Dalmo Raimundo da Cunha, Daniel Prado de Lima e Marcos Roberto Maia difunde a cultura caiçara, utilizando o fandango como ferramenta de luta pela permanência da comunidade em seu território e manutenção e preservação da tradição.

Jerá Guarani, liderança indígena da Terra Indígena Tenondé Porã, em São Paulo, é agricultora de sementes sagradas. Formada em Pedagogia pela USP, abandonou a carreira de docente para dedicar mais tempo ao trabalho com a terra. Em seis anos, conseguiu juntar e compartilhar mais de 50 variedades de batatas doce da cultura.

Joyce Prado, formada em Rádio e TV e especialista em Roteiro Audiovisual, desenvolve projetos em cinema documental e ficcional. Integra a Associação de Profissionais do Audiovisual Negro. É fundadora da Oxalá Produções, produtora com realizações focadas na cultura afro-brasileira e diaspórica, como “Sião” (em desenvolvimento), “Cartas de Maio” (2018) e “Fábula de Vó Ita” (2016).

Kaê Guajajara é cantora, compositora, curadora, atriz e escritora. Fundadora do Coletivo de Indígenas em contexto urbano AZURUHU. Seu disco de estreia, “HAPOHU”, foi lançado em 2019. Em 2020, lançou dois EPs, “UZAW” e “WIRAMIRI”, com beats envolventes e reflexões sobre amor-próprio, liberdade e ancestralidade. Recentemente, foi destaque no jornal britânico The Guardian, em matéria sobre músicos indígenas brasileiros.

Katiúscia Ribeiro, filósofa e professora, é mestra doutoranda em Filosofia Africana, coordenadora geral do Laboratório Geru Maã de Africologia e Estudos Ameríndios da UFRJ e CEO do Instituto Ajeum Filosófico. Ao lado de Janamô, é apresentadora do “Afrikafé com as pretas”.

Marco Antônio Paraná é antropólogo, pesquisador e produtor audiovisual. Tem experiência como diretor e editor de vídeo em projetos audiovisuais de cunho educativo e/ou institucional, onde desenvolveu diversos produtos para projetos culturais. No campo educacional, desenvolveu pesquisas e produziu conteúdos sobre temas variados, tais como cultura e história dos bairros paulistanos, meio ambiente e os rios no Brasil, parteiras da Amazônia, lazer nas periferias, resgate da memória através do esporte e hip hop.

Mário de Almeida é documentarista, diretor, produtor e roteirista audiovisual. Atua há 18 anos no mercado audiovisual, em diversos segmentos. Desenvolve projetos de documentários e para mídias digitais. Pesquisa cultura popular e música de viola. Em 2018, concluiu seu primeiro longa-metragem, o documentário “Viola Perpétua”. É idealizador da Maravilha Filmes.

Mateus Aleluia, natural de Cachoeira, na Bahia, é compositor, cantor e instrumentista, remanescente do grupo vocal “Os Tincoãs”. Em 2010, lançou seu primeiro trabalho solo, “Cinco Sentidos”. Em 2018, apresentou “Fogueira Doce”, considerado um dos melhores discos daquele ano. Recentemente, pelo Selo Sesc, lançou o álbum “Olorum”.

MC Tha, cantora e compositora, é um dos mais potentes nomes da nova geração da música brasileira. Em “Rito de Passá”, seu primeiro álbum, combina funk e a musicalidade da Umbanda. Em dez faixas, todas compostas por ela, entrega ao público um disco essencialmente brasileiro, que lhe rendeu indicação à categoria Revelação do Ano no Prêmio Multishow. Já colaborou com nomes como Emicida, Jaloo e Felipe Cordeiro.

Metá Metá é considerada uma das bandas mais expressivas da atual música brasileira, acumulando críticas elogiosas em veículos como The Guardian, The Wire e Idependent. Com influências musicais que passam pela música brasileira, free jazz, música africana e rock, já se apresentou em importantes festivais internacionais, como Transmusicales, Roskild e Primavera Sound, além de dividir palco com nomes como Kraftwerk e Nick Cave. Em 2016, por “MM3”, ganhou o Prêmio APCA de Melhor Disco.

Pastor Henrique Vieira é teólogo, ator, pesquisador, professor, cientista social, historiador e escritor. Pastoreia a Igreja Batista do Caminho, comunidade de fé itinerante que realiza suas celebrações em Niterói e Rio de Janeiro. Integra o Coletivo Esperançar, que reúne evangélicos na relação entre Evangelho e Direitos Humanos e respeito à diversidade. É Membro do Conselho Deliberativo do Instituto Vladimir Herzog. Atuou no filme “Marighella”, dirigido por Wagner Moura. Recentemente, lançou seu primeiro livro, “O amor como revolução” (Objetiva, 2019).

Quinzinho Viola é agricultor, violeiro, compositor e versista. Vive na Serra da Mantiqueira, no município de São Francisco Xavier. Participa ativamente dos eventos culturais da comunidade e da região, onde já atuou em grupos e orquestras de viola caipira e no ensino do instrumento.

Ulisses Galetto é músico, produtor, compositor, arranjador e designer de som para teatro, cinema e televisão (UG Audio). Desde 1994, integra o grupo musical FATO. Há mais de 20 anos, produz, com Grace Torres, o programa Fora do Eixo, dedicado à música independente e veiculado pela Rádio FM Educativa do Paraná, em Curitiba. Doutor em História pela UFPR, é também professor do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR).

Yuri Garfunkel é desenhista e músico. Criou, em 2007, o estúdio Sopa Art Br, que desenvolve trabalhos relacionando histórias em quadrinhos, música, arte urbana e educação. A graphic novel “A Viola Encarnada: moda de viola em quadrinhos” é sua primeira publicação autoral. Como flautista e violeiro, atua nos grupos Kaoll, de rock instrumental, e Pequeno Sertão, de música caipira autoral.

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