CONVIDADOS

Alberto Ikeda, professor de Etnomusicologia e Culturas Populares, é autor de mais de 80 publicações, entre livros e artigos. Professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Música, da ECA-USP, é orientador e corresponsável na disciplina Metodologia da Pesquisa em Música. Consultor e membro do Comitê Coordenador da Cátedra Kaapora, da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Unifesp. Professor aposentado do Instituto de Artes da Unesp.

Alessandra Leão, compositora, cantora e percussionista pernambucana, foi uma das integrantes e fundadoras da banda Comadre Fulozinha. Em carreira solo, lançou os discos “Brinquedo de Tambor”, “Dois Cordões”, “Macumbas e Catimbós”, além de álbuns dos projetos “Folia de Santo” e “Guerreiras – Trilha Sonora Original”, e da trilogia de EPs, intitulada “Língua”, composta por “Pedra de Sal”, “Aço” e “Língua”.

Allan Alves Carneiro, caiçara natural de Peruíbe (SP), desde muito novo é envolvido com fandango e outras manifestações culturais regionais. Especialista em Produção Musical e Audiovisual, busca unir o tradicional ao tecnológico, levando sua cultura para as mídias digitais.

Arlindo Baré, do povo Baré, falante de Nheengatú e habitante da Terra indígena Cué-Cué/Marabitanas (Amazonas), é formado em Engenharia Elétrica pela Unicamp. É coordenador do Diretório Central dos Estudantes Indígenas (DCEIN) e do Encontro Nacional dos Estudantes Indígenas (ENEI), além de componente da comissão Organizadora do I Fórum Nacional de Educação Superior Indigena e Quilombola (FNESIQ).

Carlos Papá é um líder e cineasta indígena, do povo Guarani Mbya. Trabalha há mais de 20 anos com audiovisual, por meio da realização de filmes e oficinas, com o objetivo de fortalecer e valorizar sua cultura. Vive na aldeia do Rio Silveira (SP), onde atua como líder espiritual e participa das decisões coletivas da comunidade. É conselheiro do Instituto Maracá e representante do litoral norte do estado de São Paulo na Comissão Guarani Yvyrupa (CGY).

Chirlene Pereira, mulher preta quilombola e ativista pelos direitos dos povos e comunidades tradicionais, é militante do Movimento de Pescadores/as Artesanais e da Articulação Nacional de Quilombos. Pela UFRB, é graduada em Serviço Social e foi pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Violência, Gênero, Raça/Etnia Maria Quitéria. É mestra e doutoranda em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo, pela UFBA.

Cyda Baú, quilombola do Quilombo Baú, no Vale Jequitinhonha (MG), é atriz e cantante em televisão, cinema e teatro, além de formanda em Pedagogia Griô e Kemetic Yoga. Atualmente, apresenta o espetáculo “Os Rastros das Marias”, dirigido por Gabriela Rabelo, inspirado na vida e obra de mulheres como Maria Firmina dos Reis, Tereza de Benguela, Carolina Maria de Jesus, Benedita da Silva, Sueli Carneiro, Conceição Evaristo, entre outras.

Daiane Pettine é artista, videomaker e diretora. Criadora e realizadora dos 16 episódios da websérie “Atunko Ilú Obá De Min”, que representou o Brasil no Diversity in Cannes e foi selecionada para o Festival de WebSeries de Montreal e Festival de WebSeries de Bilbao. Sua criação é voltada para processos colaborativos e construção de diálogos e histórias com temas sociais, narrativas negras, femininas e animações.

Daniel Fagundes, cineasta, educomunicador e poeta, é cofundador da produtora Caramuja. Entre seus trabalhos audiovisuais de maior destaque, estão: “Imagens de uma vida simples”, sobre Solano Trindade; “A cama, o carma e o querer”, sobre prazer feminino e ancestralidade; “Oxente, Bixiga!” e “O olhar de Edite”. Publicou três livros de poesia, crônicas e contos. É um dos integrantes do ponto de cultura Sarau da Roça, em Cajamar (SP).

Déh Martins é cantora e musicista no “Trilhadotrecho”, projeto de pesquisa em música regional, afro e samba rural. Integrante do Batuque de Umbigada, desenvolve trabalhos artísticos junto a grupos de cultura popular afro e caipira de Piracicaba (SP).

Ediana Maria Raetano, de Piracicaba (SP), é batuqueira e arte-educadora. Em 2007, montou o Grupo de Samba de Lenço “Mestre Antonio Carlos Ferraz”, que leva o nome de seu avô. É também rainha do Maracatu Baque Caipira e integrante do Batuque de Umbigada, projeto da Casa de Batuqueiro.

Jéssica Gaspar é artista multidisciplinar, compositora, performer, educadora social, escritora, diretora criativa e pesquisadora periférica. Reconhecida pela composição e interpretação da canção “Deus é uma mulher preta”, enredo no Carnaval de Salvador 2020, com o Bloco Okánbí, a artista já se apresentou em espaços como Circo Voador, Auditório Ibirapuera e no Festival de Arte Negra de Belo Horizonte (FAN).

Jovens Fandangueiros do Itacuruçá surgiu no início de 2000, formado, inicialmente, por jovens moradores da comunidade do Itacuruçá e Pereirinha, na Ilha do Cardoso, litoral sul do estado de São Paulo. Com 21 anos de existência, hoje o grupo conta também com integrantes da segunda geração.

Julie Dorrico é doutora em Teoria da Literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e autora da obra “Eu sou macuxi e outras histórias” (Caos e Letras, 2019). Pesquisadora e curadora de literatura indígena, idealizadora da página @leiamulheresindigenas no Instagram e do canal no YouTube Literatura Indígena Contemporânea.

Junior Mendes, de Itaoca (SP), é responsável por grupos de danças tradicionais centenários do Fandango de Tamancos e Trança Fitas. Foi diretor do Departamento de Cultura e Turismo de Itaoca, monitor ambiental pela Reserva da Biosfera do Estado de São Paulo e, há quase 30 anos, dedica-se ao fortalecimento, valorização e manutenção de sua cultura local.

Karina Buhr começou na música em 1991, nos maracatus Piaba de Ouro e Estrela Brilhante, no Recife. Tocou nas bandas Eddie e Comadre Fulozinha, com Erasto Vasconcelos e DJ Dolores. Lançou os discos “Eu Menti pra Você” (2010), “Longe de Onde” (2011), “Selvática” (2015) e “Desmanche” (2019). Publicou o livro “Desperdiçando Rima” (Rocco, 2015) e atuou no longa “Meu Nome é Bagdá”, de Caru Alves de Souza.

Luiza Fernandes é graduada em Comunicação Social (USP) e mestranda em Música, Cultura e Sociedade (Unicamp). Desde 2016, atua no ramo audiovisual, com trabalhos indicados a prêmios e selecionados para festivais. Trabalhou no Acervo Maracá, Pacto Global da ONU, Billboard Brasil e Verdura Produções. É uma das idealizadoras da banda Berberes e brincante do Grupo Cupuaçu de Danças Populares,

Mãe Beth de Oxum é Iyalorixá do Ilê Axé Oxum Karê, mestra coquista e comunicadora pernambucana, com mais de 30 anos de atuação em Olinda. Fundou o Coco de Umbigada, Afoxé Filhos de Oxum e criou o Cineclube Macaíba. Tocou nas bandas de Lia de Itamaracá e Selma do Coco. Compõe o Coletivo Mídia Livrista Nordeste Livre, que criou a Rádio Amnésia. Em 2015, recebeu a comenda da Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura. Em 2021, foi eleita Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco.

Marcela Costa é pedagoga, professora de música e violeira. Desde 2005, pesquisa, de forma independente, cultura e viola caipira. É uma das fundadoras da Orquestra Piracicabana de Viola Caipira e da Orquestra de Viola Caipira “As Piracicabanas”, formada por mulheres violeiras. Nesta, atua como regente e diretora desde 2010.

Maria Acselrad é antropóloga e dançarina. Na UFPE, é professora e coordenadora do Curso de Dança e colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia. Autora do livro “Viva Pareia! Corpo, dança e brincadeira no Cavalo-Marinho da zona da mata norte de Pernambuco” (EDUFPE, 2013), defendeu a tese “Dançando contra o Estado – a relação dança e guerra nas manobras dos Caboclinhos de Goiana/PE” (PPGSA/UFRJ, 2019). Coordena o grupo PISADA – Pesquisas Interdisciplinares em Dança e Antropologia.

Maria Trindade, herdeira da família Solano Trindade, é graduada em Cinema e Audiovisual, com formação em diversas manifestações culturais afro-brasileiras, por meio da tradição oral. É cantora e dançarina de maracatu, coco, jongo, além de professora de cultura negra no projeto ICAB. Atualmente, é também diretora de arte na Osan Filmes, na Baixada Santista (SP).

Maria Walburga dos Santos trabalha como professora e pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos (Campus Sorocaba), atuando na graduação e pós-graduação. É interessada em temáticas como infância, crianças, educação infantil, relações étnico-raciais, brincadeiras e comunidades quilombolas.

Maurício Badé, pernambucano do bairro do Pina, da comunidade de Brasília Teimosa, integrou o grupo Mestre Ambrósio, Grupo Nzinga de Capoeira Angola, Banda Afroelectro e participou do Projeto Charanga. Criou a Batucada Tamarindo e o Bloco Kazunji. Com Antonio Pinto e Beto Villares, gravou várias trilhas sonoras de filmes nacionais e  internacionais, como “Central do Brasil”, “Abril Despedaçado”, “Cidade de Deus”, entre outros. Em 2019, atuou como músico e performer no musical “Pretoperitamar”, de Anelis  Assumpção.

Mestre Geninho, educador de capoeira e multi-instrumentista, toca cavaquinho, violão, berimbau e percussão, com veia artística herdada de seu tio, o cantador Parafuso. No álbum “Vida de Pobre”, denomina seu estilo de samba como “caipiracicabano”, mesclando raízes caipiras da cultura afro rural com repertório baseado em cantigas de maculelê, samba de roda e cururu.

Nação do Maracatu Encanto do Pina é uma das mais importantes nações de maracatu de baque virado, típica manifestação cultural do estado de Pernambuco. Possui como mestra do batuque a Yakekerê Mãe Joana da Oxum, primeira mulher mestra na história do maracatu de baque virado. Desde sua fundação, Encanto do Pina tem se apresentado nos desfiles oficiais do carnaval e, atualmente, concorre no grupo especial.

Nega Duda, em 2021, completou 13 anos de história com o Samba de Roda em São Paulo. Ducinéia Cardoso se reinventa e reconta suas histórias de origem, cantando, contando e sambando o Samba do Recôncavo, patrimônio histórico e cultural da humanidade. O samba de roda traz referências do culto aos orixás e caboclos, à capoeira e à comida de azeite.

Owerá, conhecido como Kunumi MC, é da etnia Mbyá-Guarani. Em 2014, na abertura da Copa do Mundo, ganhou projeção mundial ao levantar uma faixa com a frase “Demarcação Já”. É autor dos livros “Contos dos Curumins Guaranis” e “Kunumi Guarani”. Expoente do rap nativo, lançou o EP “My Blood is Red”, o álbum “Todo Dia é Dia de Índio” e singles como “Jaguatá Tenondé”, além de gravações com Criolo e Alok.

Renata Amaral, graduada em Música, mestre e doutoranda em Performance Musical pela Unesp, tem se apresentado em todo o Brasil e Europa ao lado de artistas como A Barca, Ponto br, Tião Carvalho, Sebastião Biano, Orquestra Popular do Recife, entre outros. Pesquisadora e contrabaixista, desde 1991 reúne o Acervo Maracá, tendo produzido mais de 30 discos e 12 documentários de gêneros tradicionais, que receberam diversos prêmios, como Latin Grammy, Rodrigo Melo Franco de Andrade, Prêmio da Música Brasileira, Petrobras Cultural etc.

Ric Peruchi é jornalista e curador. Atua em iniciativas de economia criativa na Garimpo de Soluções e de comunicação estratégica, incluindo branding, posicionamento institucional, planejamento e desenvolvimento de conteúdos, em parceria com diversas agências e consultorias, em projetos para empresas nacionais e multinacionais, terceiro setor e governos.

Sonia Guajajara, do povo Guajajara/Tentehar, habitante da Terra Indígena Arariboia (Maranhão), é militante indígena e ambiental. Coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, já levou denúncias à Conferência Mundial do Clima (COP), ao Parlamento Europeu, entre outros diversos órgãos e instâncias internacionais. Em 2015, recebeu a comenda da Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

Sônia Rampim é graduada em Ciências Sociais (Unicamp), especialista em Políticas Públicas de Proteção e Desenvolvimento Social (ENAP) e mestre em Educação (Unicamp). No Iphan, desde 2006 atua como técnica em Educação e, atualmente, é chefe do Núcleo de Educação Patrimonial do Departamento de Cooperação e Fomento, além de professora do Mestrado em Preservação do Patrimônio Cultural.

Tião Carvalho, músico, cantor, compositor, dançarino e capoeirista, nasceu na cidade de Cururupu, região noroeste do Maranhão. Na década de 1980, fundou o Grupo Cupuaçu de Estudos de Danças Populares Brasileiras e iniciou a tradicional festa de Bumba Meu Boi no Morro do Querosene, em São Paulo. Mestre Tião carrega a sensibilidade e sabedoria dos seus ancestrais, a importância de suas raízes fundadas no Tambor de Crioula, no Bumba Meu Boi, nos Sambas e batuques maranhenses.

Vagner Gonçalves é antropólogo e professor da Universidade de São Paulo. Desenvolve pesquisas na área das populações afro-brasileiras, enfocando temas como religiosidade, relações entre religião e cultura brasileira, patrimônio e artes afro-brasileiras, e representação etnográfica.

 

 

 

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