Cultura Tradicional -

CICLO DE CULTURA TRADICIONAL

Coordenação: Programa Oficinas Culturais | Parceria: Associação Cultural Cachueira!

Desde 2014, o Ciclo de Cultura Tradicional das Oficinas Culturais, Programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo gerenciado pela Poiesis, percorre o interior paulista promovendo encontros e diálogos sobre cultura caipira, tradições afro-brasileiras, cultura indígena e religiosidade e cultura popular.

Em 2019, o projeto convidou os realizadores audiovisuais Ademilson Kikito Concianza e Gilmar Kiripuku Galache (ASCURI – Associação Cultural de Realizadores Indígenas), Cleber Rocha Chiquinho (Ponto de Cultura “Caiçaras”), Coletivo Pujança (Camila Izidio, Carol Rocha e Karoline Maia), Felipe Scapino e Mário de Almeida para a criação de documentários de curta-metragem com argumentos provocados pelas programações das edições deste ano do Ciclo, realizadas nas cidades de Braúna, Cananéia, Itapetininga, Piracicaba e Ubatuba.

Nos dias 13 e 14 de dezembro, os filmes estreiam na Associação Cultural “Cachuera!”, em um encontro repleto de convidados especiais.

Programação

13/12 – sexta-feira

 

19h30 | Música

BRUNO SANCHES

No espetáculo do álbum “Do Barroco às Barrancas do Rio”, Bruno Sanches, vencedor do 5º Prêmio MIMO Instrumental, além de envolver a plateia com poemas e causos, mostra a versatilidade da viola brasileira enquanto instrumento solista, bem como seu domínio do contraponto entre voz, viola e percussão.

 

20h30 | Cinema

ENTREPOSTO – TRADIÇÃO EM MOVIMENTO NO CAMINHO DAS TROPAS

Direção: Mário de Almeida | BRA | 2019 | Doc | 15 min

No interior do Estado de São Paulo, o músico Bob Vieira busca vestígios da cultura tropeira em Itapetininga e região. Música, dança e culinária guiam-no por rastros de quase trezentos anos de tradições, em constante movimento entre passado e presente, rumo ao futuro.

Após a exibição, haverá bate-papo com José Roberto Zan, Bob Vieira, Edson Fontes e o diretor Mário de Almeida. Mediação: Jéssica Balbino. Provocação: Paulo Dias.

 

14/12 – sábado

 

14h | Cinema

POVOS INDÍGENAS DO OESTE PAULISTA

Direção: Ademilson Kikito Concianza e Gilmar Kiripuku Galache | BRA | 2019 | Doc | 12 min

Por meio de perspectivas Kaingang, Krenak, Terena e Guarani, um olhar sobre o cotidiano e a cultura indígena do Oeste Paulista, região que, no século 20, ficou marcada pelo genocídio e etnocídio dessa população. O filme aborda as relações intergeracionais, as tradições e os costumes das aldeias das terras indígenas Araribá, Icatu e Vanuíre.

Após a exibição, haverá bate-papo com Marília Xavier Cury, Márcia Kambeba, Dirce Jorge Lipu e o diretor Ademilson Kikito Concianza. Mediação: Jéssica Balbino. Provocação: Paulo Dias.

 

15h45 | Cinema

CAIÇARA – POVO DE FÉ E FOLIA

Direção: Felipe Scapino | BRA | 2019 | Doc | 21 min

Dança, música, religiosidade, artesanato, pesca, linguajar, culinária e corrida de canoas. Este documentário apresenta a pluralidade cultural do povo caiçara, que tem a natureza e o território como principais meios para preservação do seu modo de vida.

Após a exibição, haverá bate-papo com Antonio Diegues, Mário Gato, Simone Lara e o diretor Felipe Scapino. Mediação: Jéssica Balbino. Provocação: Paulo Dias.

 

17h30 | Cinema

RELIGARE – A DIVERSIDADE DA FÉ NAS TRADIÇÕES DE COMUNIDADES TRADICIONAIS EM CANANEIA

Direção: Cleber Rocha Chiquinho | BRA | 2019 | Doc | 16 min

A partir de práticas religiosas vivenciadas por mestres e lideranças de comunidades caiçaras, quilombolas e indígenas de Cananeia, município do litoral sul do Estado de São Paulo, o filme aborda aspectos da diversidade da fé nas tradições desses grupos e evidencia pontos de convergência com a religiosidade do cotidiano.

Após a exibição, haverá bate-papo com Antonio Filogênio, Vagner Gonçalves da Silva e o diretor Cleber Rocha Chiquinho. Mediação: Jéssica Balbino. Provocação: Paulo Dias.

 

19h15 | Cinema

ELAS ABRIRAM O CAMINHO DANÇANDO

Direção: Coletivo Pujança | BRA | 2019 | Doc | 20 min

No interior paulista, há mulheres negras que são guardiãs de tradições centenárias. Resguardando suas culturas e continuando suas lutas, elas questionaram normas e papeis para manter viva a herança que ganharam de seus ancestrais.

Após a exibição, haverá bate-papo com Sueli Carneiro, Mayra Kristina, Jociara Souza e as diretoras Camila Izidio, Carol Rocha e Karoline Maia. Mediação: Jéssica Balbino. Provocação: Paulo Dias.

 

21h | Música

DJUENA TIKUNA

Djuena apresenta a cultura do seu povo Tikuna. Em 2017, lançou seu primeiro álbum, “Tchautchiüãne” (“Minha Aldeia”), que lhe rendeu uma indicação ao Indigenous Music Awards. No espetáculo de encerramento do Ciclo de Cultura Tradicional, entoa seu engajado canto de luta e resistência indígena.

 

Convidados: 

Jéssica Balbino, jornalista, é criadora e editora do Margens, projeto que difunde conteúdo sobre mulheres periféricas na escrita. Curadora de diversos eventos literários, como Lá na Laje, clube desenvolvido no Sesc Pompeia, e Flipoços – Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas. Autora dos livros “Hip-Hop – A Cultura Marginal” e “Traficando Conhecimento”.
Ademilson Kikito Concianza, da etnia Kaiowá, é ator e cineasta. Possui formação, no Brasil e na Bolívia, em edição, montagem e fotografia. Atua na ASCURI – Associação Cultural de Realizadores Indígenas, grupo de jovens realizadores e produtores culturais indígenas que buscam, por meio das novas tecnologias de comunicação, a garantia dos territórios tradicionais, bem como o fortalecimento do jeito de ser dos povos indígenas do Mato Grosso do Sul.
Antonio Diegues, doutor em Ciências Sociais pela USP, dedica-se ao estudo de áreas protegidas, da cultura caiçara e de comunidades tradicionais. Organizou os cinco volumes da “Enciclopédia Caiçara” e publicou os livros “Comunidades Tradicionais e Manejo dos Recursos Naturais” e “O Mito Moderno da Natureza Intocada”.
Antonio Filogênio é mestre e doutor em História, Filosofia e Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba. Integra o Projeto Casa de Batuqueiro, que pesquisa, ensina e coordena apresentações do Batuque de Umbigada.
Bob Vieira, violeiro há mais de 30 anos, educador musical e poeta, publicou o livro infantil “Brincando com Rimas” e lançou o álbum “Violas e Rimas”. Faz apresentações em escolas da região de Itapetininga, no interior do Estado de São Paulo, divulgando a cultura caipira há 20 anos.
Bruno Sanches é professor substituto de viola brasileira na USP. Atua como diretor musical assistente da Orquestra de Violas de São José dos Campos e elaborador do complemento didático de viola caipira do Projeto Guri. Em 2019, lançou seu primeiro álbum solo, “Do Barroco às Barrancas do Rio”.
Camila Izidio, fotógrafa e montadora no Coletivo Pujança, é formada em produção de áudio e vídeo, e estudante de Educomunicação na ECA/USP. Foi diretora de fotografia e codiretora do documentário “Do amor à cura”; dirigiu o curta-metragem “Uma a cada cinco”; foi montadora do curta documental “A Beira”; e fez assistência de câmera na série “TransMissão”, do Canal Brasil.
Carol Rocha, além de fotógrafa, diretora e montadora no Coletivo Pujança, é também jornalista. Foi filmmaker do Museu da Pessoa e assistente de direção do documentário “Pantanal sem fronteiras”. Como cinegrafista e fotógrafa do projeto “Refazendo os passos de Mandela”, viajou para a África do Sul ao lado de Camila Pitanga, Nátaly Neri, Djamila Ribeiro e Milly Lacombe.
Cleber Rocha Chiquinho, educador na rede pública de ensino e no Ponto de Cultura “Caiçaras”, é membro do Coletivo Na Ginga da Maré. Possui experiência em produção audiovisual, educação popular, cultura digital, educomunicação, organização de eventos e elaboração de projetos.
Coletivo Pujança, produtora audiovisual composta por Camila Izidio, Carol Rocha e Karoline Maia, produziu a websérie “Nossa História Invisível” e, recentemente, finalizou as filmagens do longa-metragem “Aqui não entra luz”.
Dirce Jorge Lipu, da etnia Kaingang, é liderança na Terra Indígena Vanuíre, na região de Arco-Íris/SP.
Djuena Tikuna é natural da região do Alto Solimões, na Amazônia. Idealizou a primeira Mostra de Música Indígena do Amazonas – WIYAE. Ficou conhecida por sua interpretação do Hino Nacional, cantado em língua Tikuna, nas cerimônias de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas 2015 e dos Jogos Olímpicos Rio 2016.
Edson Fontes é integrante da banda Matuto Moderno e dos grupos Os Mensageiros de Santos Reis e Os Favoritos da Catira, em atividade há mais de 30 anos. Já dançou com As Galvão, Cacique e Pajé, Barra da Saia, Carreiro e Carreirinho, Índio Cachoeira e Cuitelinho.
Felipe Scapino é documentarista, fotógrafo, pesquisador etnográfico e arte educador. Formado em Ciências Sociais pela Universidade Metodista e em Cinema Documentário pela EICTV (Cuba). Fundador da Gopala Filmes trabalhou em documentários e projetos no Brasil, Cuba, Índia e Moçambique.
Jociara Souza, natural da Barra do Piraí/RJ, imigrante na cidade de Indaiatuba/SP, é pedagoga, contadora de histórias e líder do grupo de jongo Filhos da Semente. Em 2017, o grupo sediou o VIII Encontro de Jongueiros Paulista.
José Roberto Zan, graduado em História e pós-graduado em Ciências Sociais, é orientador de muitas pesquisas sobre música caipira. Desde 1992, é professor do Departamento de Música do Instituto de Artes da Unicamp.
Karoline Maia, formada em Rádio e TV, é integrante do Coletivo Pujança. Foi assistente de direção e fotografia dos filmes “Nossas – Laboratório de Outros Futuros” e “Crioula Reinado”. No Imagina Coletivo, foi videomaker na websérie “Imagina na Copa”. Codirigiu as webséries “Cultura das Bordas”, “Nossa História Invisível” e o documentário “Do Amor à Cura”.
Márcia Wayna Kambeba é do povo Kambeba do Amazonas. Mestra em Geografia, poeta, escritora e compositora, tem um trabalho literomusical com contação de historias, além de livros publicados em que escolas se apoiam para falar de cultura indígena. Desenvolve trabalhos dentro e fora do Brasil.
Marília Xavier Cury é pesquisadora em Museologia no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. No que se refere aos direitos indígenas no museu, realiza ações colaborativas com indígenas no centro-oeste do Estado de São Paulo, com as etnias Kaingang, Terena, Guarani Nhandewa e Krenak.
Mário de Almeida, documentarista, realiza filmes e projetos multimídia sobre a cultura caipira. Em 2018, lançou seu primeiro longa-metragem, “Viola Perpétua”, documentário sobre participantes de orquestras de viola no Estado de São Paulo.
Mário Gato é historiador, folclorista, luthier e músico. Atualmente, além de representar a cidade de Ubatuba no Fórum de Comunidades Tradicionais, é presidente do Museu Caiçara, representante dos pescadores da região norte de Ubatuba na APA Marinha Litoral Norte e membro da AARCCA – Associação de Amigos e Remadores da Canoa Caiçara.
Mayra Kristina é agente cultural independente e uma das coordenadoras do Festival Curau. Atua na zona oeste de Piracicaba, promovendo, na periferia, junto aos moradores dessa região, diversas ações culturais.
Paulo Dias fundou e dirige a Associação Cultural “Cachuera!”. Desde 1988, realiza extenso levantamento de tradições musicais populares brasileiras em diferentes comunidades, com destaque para as detentoras de tradições afro-brasileiras na região sudeste. É pianista, etnomusicólogo e percussionista do Grupo Ânima.
Simoni Lara é caiçara da praia de Toque-Toque Pequeno, Costa Sul de São Sebastião. Bióloga, há oito anos reside na Comunidade Tradicional do Bonete, em Ilhabela. Na escola da Comunidade, trabalha a identidade cultural dos caiçaras do Bonete e seu processo histórico.
Sueli Carneiro, referência intelectual e ativista, é doutora em Educação pela USP e diretora do Geledés — Instituto da Mulher Negra.

Sexta-feira (13) distribuição de ingressos a partir das 18h | Sábado (14) distribuição de ingressos a partir das 13h

Pré-requisitos: Interessados em geral

Vagas: 40 lugares por sessão/apresentação.

Associação Cultural Cachuera! Rua Monte Alegre, 1094, Perdizes

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